Com o ciclismo ainda parado e tudo em suspenso, os fãs de ciclismo não têm muita escolha, resta ver provas antigas, ler entrevistas e pesquisar por documentários sobre a modalidade. No capítulo das entrevistas, Alejandro Valverde deu uma extensão entrevista ao diário espanhol “Marca”.
Podemos dizer que o ponto principal é a vontade do “Bala” que as Grandes Voltas sejam encurtadas para 2 semanas, devido à fase tardia em que estas decorrerão, caso decorram. “15 dias de competição é mais do que suficiente para manter os ciclistas e os fãs satisfeitos”. Com o Tour previsto para Setembro, Giro para Outubro e a Vuelta para Novembro, Valverde discorda desta opção e gostaria que a Vuelta mantivesse algo perto da sua data normal, logo a seguir ao Tour.
Estas declarações de Valverde são perfeitamente normais, o espanhol tem um peso relevante no ciclismo mundial e na opinião pública e no fundo o que sugere vai de encontro às suas características como ciclista, foi sempre alguém que se deu pior conforme as Grandes Voltas entravam na 3ª semana e que sempre gostou de fazer calendários alargados, misturando clássicas com provas por etapas.
Indefinição é mesmo a palavra de ordem, ninguém sabe se irá competir este ano, se a competição regressar quando é que isso vai acontecer e em que condição física se irá apresentar, “todos têm treinado em casa, mas não sei como o meu corpo vai reagir quando voltar à estrada e não sei quanto tempo vai levar até atingir a minha melhor forma.”
Valverde não se quis alongar muito relativamente às mudanças internas da Movistar, se calhar porque há alguns dias Nairo Quintana deu uma entrevista onde diz que perdeu o Tour em 2015 porque um colega de equipa não fez o que deveria ter feito e fala-se que o colombiano podia estar a referir-se a Valverde. Apenas deixou no ar que o documentário da Netflix sobre a temporada de 2019 supostamente deveria repetir-se em 2020, uma situação que está agora indefinida.