Durante muitos anos, Danilo di Luca foi um dos principais nomes a ter em conta nas clássicas das Ardenas. 2005 foi o seu melhor ano pois vencia Amstel Gold Race e La Fleche Wallone, sucumbindo na Liege-Bastogne-Liege, não conseguindo igualar o feito de Davide Rebellin. O objetivo era claro para o italiano: vencer a La Doyenne.
A semana estava a correr bem, as vitórias ainda não tinham surgido, mas o ciclista da Liquigas tinha sido 3º tanto na Amstel Gold Race como na La Fleche Wallone, partindo com confiança para a última prova das Ardenas. Alejandro Valverde, Davide Rebellin e Paolo Bettini era alguns dos seus adversários.
Esta foi uma corrida muito tática, com os principais favoritos a esperarem até tarde para se mexerem. Antes disso, quando havia movimentações, todos os grandes líderes viam gregários seus juntarem-se à frente, não só precavendo que a vitória pudesse estar na frente, mas também uma possível ajuda que pudessem vir a dar numa possível ponte.
Destaque para uma mexida a 30 quilómetros da chegada com nomes como Stefan Schumacher, Andy Schleck, Vincenzo Nibali, entre outros. Davide Rebellin, Frank Schleck e Danilo di Luca tinham colegas na frente e não se viam obrigados a perseguir.
Foi após o Cote de Sprimont que Schumacher acelerou mas o pelotão era ainda grande, sendo apanhado pouco depois. O grupo principal seguiu compacto e a alta velocidade até ao Cote de Saint-Nicolas a pouco mais de 5 quilómetros do fim. Cunego, Bettini e Boogerd tentaram a subir mas a diferença fez-se logo de seguida, na descida, com Di Luca e Frank Schleck e ganharem uma pequena vantagem que foi aumentando consideravelmente.
O duo entre com vantagem suficiente no quilómetro final e foi já na subida para Ans, a 500 metros, que com um ataque fortíssimo, Danilo di Luca deixava Frank Schleck para trás para conquistar o triunfo. Com 3 segundos de vantagem, o italiano cruzava a linha de meta à frente de Alejandro Valverde e do próprio luxemburguês da CSC.
Este era o começo de um mês de sonho para o ciclista da Liquigas, já que no mês de Maio viria a vencer o Giro d’Itália, naquela que foi a sua única Grande Volta conquistada. Curiosamente o triunfo foi alcançado à frente do outro irmão Schleck, Andy. De referir que Di Luca juntou-se a um lote restrito de nomes como Michele Bartoli, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Davide Rebellin e, mais tarde, Philippe Gilbert como vencedores das 3 clássicas das Ardenas.
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