2009 estava a ser um ano muito repartido no que diz respeito às clássicas. Nenhum ciclista estavam a ter o domínio e figuras de menor nível estavam a conseguir vitórias importantes para as suas carreiras. Somente a Quick-Step tinha triunfado por mais que uma vez, com Kevin van Impe na Dwars door Vlaanderen e Stijn Devolder no Tour des Flandres. A Gent-Wevelgem caiu para Edvald Boasson Hagen e Filippo Pozzato venceu a E3 Harelbeke.



As grandes figuras, Tom Boonen e Fabian Cancellara, estavam, ainda a zero, apesar do belga ter estado perto de vencer por duas vezes. A expectativa era muita mas o nervosismo também, o que fez com que a corrida fosse pouco movimentada até aos 60 quilómetros finais, altura em que a fuga foi apanhada.

Um acidente envolvendo uma mota da organização e 10 espectadores marcou esta parte da prova mas também foi aí que o grupo que veio a discutir o triunfo se formou. O grupo tinha pouco mais de 20 ciclistas e mais pequeno ficou em Mons-en-Pévele, à falta de 50 quilómetros, quando Tom Boonen acelerou, com resposta pronta de Thor Hushovd. Somente Juan Antonio Flecha, Leif Hoste, Johan VanSummeren e Filippo Pozzato conseguiram seguir este duo.



Atrás, trabalhava a Saxo Bank de Fabian Cancellara mas era uma temporada de clássicas para esquecer para o suíço. A vitória estava na frente e foi no complicado Carrefour de l’Arbe que tudo se decidiu. Hushovd entrava a todo o gás e numa curva Flecha caía, levando também ao chão Hoste e Vansummeren. Pozzato evitou a queda mas também se atrasava.

Alheios a isto, Hushovd e Boonen impunham um ritmo infernal no setor. Parecia que estes dois ciclistas iam discutir o triunfo entre si mas em nova curva, nova queda, desta vez envolvendo o norueguês que seguia na roda de Boonen. O belga ficava sozinho na frente e pedalou isolado até Roubaix onde celebrou o 3º triunfo da carreira neste Monumento. Pozzato chegou a 47 segundos, ao passo que Hushovd bateu o duo da Silence-Lotto na luta pelo 3º posto.



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