Simon Gerrans foi um dos principais ciclistas australianos da sua geração, talvez a par de Cadel Evans um dos principais corredores da última década. Múltiplo vencedor do Tour Down Under, várias vezes campeão nacional, vencedor de etapas no Tour, onde também envergou a camisola amarela, e vencedor da Milano-Sanremo. Uma excelente carreira que em 2014 teve o grande ano.



Campeão nacional, vencedor do Tour Down Under à frente de Cadel Evans, 7º no Herald Sun Tour e 3º na Amstel Gold Race. Estava a ser uma das melhores épocas dos últimos anos e a Orica-GreenEDGE e Gerrans chegavam motivados à Liege-Bastogne-Liege, apesar de não serem considerados um dos principais favoritos. Esse estatuto estava entregue ao inevitável Alejandro Valverde.

A 100ª edição da La Doyenne foi algo calma, sendo que o “fogo-de-artifício” entre os favoritos começou, apenas, no Côte de La Roche-aux-Faucons, a 20 quilómetros da chegada, com Domenico Pozzovivo a sair com Julian Arredondo. Os alarmes soavam no pelotão e começavam os ataques, com Vincenzo Nibali, Alejandro Valverde, Daniel Moreno e Roman Kreuziger a serem os principais nomes.



Arredondo e Pozzovivo, dois pesos-pluma, foram apanhados na parte rápida que se seguiu, com o grupo dos favoritos a entrar compacto no Côte de Saint-Nicolas. A Orica-GreenEDGE surgiu na frente, impondo o ritmo, até ao ataque de Mathias Frank. O ataque do suíço espevitou Giampolo Caruso que saiu na companhia de Pozzovivo.

O duo de italiano entrou com 10 segundos nos últimos 1500 metros. Iniciava-se, aí, o Côte d’Ans. Dan Martin atacava no grupo dos favoritos, distanciou-se do mesmo e apanhou Caruso, que já tinha deixado Pozzovivo para trás. O irlandês caçava o italiano mesmo antes da curva para reta da meta, parecia que ia repetir o triunfo do ano anterior, mas o impensável acontecia, com Martin a cair.

Caruso estava a menos de 250 metros do triunfo mas Alejandro Valverde vinha com Simon Gerrans e Michal Kwiatkowski. Foi a 150 metros que Gerrans saiu da roda do espanhol que nem uma flecha para depois ultrapassar Caruso e conseguir a vitória, conquistando o 2º Monumento da carreira. Valverde, frustrado, ficava no 2º lugar, e Kwiatkowski era 3º.



Simon Gerrans conseguia aqui o 2º e último Monumento da carreira naquela que foi a sua última grande temporada, pois ainda veio a ganhar as duas clássicas do Canadá (Montreal e Quebec) e terminar os Mundiais de Ponferrada em 2º.

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