Com um novo percurso desde o ano de 2013, onde o tradicional final no Cauberg foi substituído por uma chegada um pouco depois desta subida, o final da Amstel Gold Race tornou-se mais atrativo, com os ciclistas a atacarem de mais longe, permitindo finais diferentes. Em 2013, Roman Kreuziger tinha ganho com um ataque de longe, em 2014 Philippe Gilbert mexeu-se no Cauberg e conseguiu aguentar a perseguição do pelotão.
A única clássica da temporada nas Ardenas tinha sido a Brabantse Pijl, onde Ben Hermans tinha vencido, sendo que outros dos candidatos tinham vindo da Volta a Catalunha. Passando para o dia da prova, Movistar e BMC foram as equipas mais ativas na primeira fase, mantendo a fuga sempre por perto.
A 40 quilómetros do fim, e ainda com alguns elementos da fuga na frente, Tony Martin, Vincenzo Nibali, Diego Rosa, Wilco Kelderman, Damiano Caruso e Alex Howes formaram um grupo perigoso no Eyserbowsbeg. Quedas e saídas de estrada de Kelderman, Caruso e Rosa estragaram esta tentativa de fuga.
Seguiram-se alguns ataques mas tudo chegou compacto ao Cauberg. Aí, a BMCvoltou a fazer um trabalho exemplar, tal como tinha acontecido 12 meses antes. Ben Hermans acelerou e, no sítio habitual, Philippe Gilbert atacou, com Michael Matthews a responder prontamente ao antigo campeão do Mundo, algo inesperado. Este duo passou o Cauberg na frente mas ainda faltavam 2 quilómetros e as diferenças eram curtas.
Isto levou à junção de grupos já dentro do quilómetro final, ficando 18 ciclistas na frente. Voltou a aparecer Ben Hermans, agora lançando Greg van Avermaet. Na sua roda estava Michael Matthews e parecia que a vitória poderia ir para um destes dois. Foi o belga o primeiro a lançar o sprint, ainda longe da meta, o que viria a ser fatal. Após uma colocação péssima, já que nesta altura ainda estava fora dos 10 primeiros, Michal Kwiatkowski surgia a 200 metros do final, com uma ponta final impressionante, ganhando a Amstel Gold Race com algum à-vontade. Alejandro Valverde era 2º e Michael Matthews 3º, “roubando” o pódio a Rui Costa, que se quedou pela 4ª posição.
Esta era a primeira vitória de Michal Kwiatkowski enquanto campeão do Mundo, numa temporada onde o polaco vinha de ser 2º no Paris-Nice e na Volta ao Algarve. É certo, também, que a partir deste momento, o polaco “evaporou-se” realizando uma fraca 2º metade de época. Para Rui Costa era o início de uma boa semana das Ardenas, na prova que menos se adaptava às suas características.