Nas últimas temporadas uma das provas de eleição para as equipas portuguesas no estrangeiro tem sido a Vuelta as Asturias, particularmente para a W52-FC Porto. Em 2017, Raul Alarcon deixou todos de queixo caído ao derrotar Nairo Quintana, mostrando-se claramente superior ao colombiano em 2 das etapas.
Na época seguinte a corrida não estava a correr particularmente de feição para os comandados de Nuno Ribeiro. Richard Carapaz ganhou no Alto del Acebo e sentenciou praticamente a competição. Com Ricardo Mestre em 10º, Rui Vinhas em 11º e César Fonte em 12º, a equipa portuguesa tinha de fazer alguma coisa na última etapa, que em 2017 tinha visto precisamente Raul Alarcon levantar os braços em Oviedo num terreno rompe pernas.
As circunstâncias de corrida proporcionaram muito espectáculo ao longo dos 119 kms, com 52 quilómetros a serem percorridos na 1ª hora. Finalmente se estabeleceu uma fuga, com Txomin Juaristi, Alexandr Evtushenko, Edwin Avila, Oscar Quiroz e Ricardo Mestre, com o ciclista português a ser o grande perigo para a geral. Este quinteto ainda teve a companhia de Alex Aranburu, Fernando Barceló e Alex Cano.
Este grupo deu muito trabalho à Movistar, que nunca deu muito espaço à escapada, 2:30 foi o máximo. À entrada da última dificuldade do dia restava apenas 1 minuto e foi nessa subida que Ricardo Mestre fez a sua jogada de Mestre. Distanciou-se todos menos de Evtushenko e na descida até à meta arriscou mais que o russo e ganhou espaço. Foi já impossível para o pelotão alcançar o ciclista algarvio.
Ricardo Mestre venceu a 3ª e última etapa da Vuelta as Asturias com 9 segundos sobre Evtushenko e 34 segundos sobre um grupo bem restrito, liderado por Benjamin Prades e conde vinham César Fonte, Joaquim Silva e Luis Gomes. Graças a este resultado Ricardo Mestre também acabou em 3º da geral, a 59 segundos de Richard Carapaz.