Ontem falámos do triunfo de Vincenzo Nibali, hoje vamos recordar outra vitória de um ciclista italiano na Milano-SanRemo. Aos 24 anos e na 2ª passagem pela Quickstep, Filippo Pozzato alcançou a maior vitória da carreira, nunca mais viria a ganhar um Monumento, apesar de ter também estado no pódio do Paris-Roubaix e do Tour des Flandres.
O domínio que a Quick-Step apresenta nas clássicas não é de agora, a antiga Mapei já domina este tipo de corridas desde os anos 90 e o plantel de 2006 era assustador do que toca a este departamento. Com Tom Boonen e Filippo Pozzato em ponto rebuçado, ainda contava com Nick Nuyens, Paolo Bettini, Servais Knaven, Matteo Tossato ou Bram Tankink. O foco estava exclusivamente nas clássicas e nos sprints.
Em 2006 a equipa belga viria a ganhar 3 dos 5 Monumentos, etapas nas 3 Grandes Voltas, totalizando 44 triunfos. Mas vamos à corrida em si, como é habitual um grupo de dimensão média escapou-se no início e teve uma vantagem grande, a corrida foi sempre controlada pela Quick-Step. Pozzato até trabalhou na Cipressa para manter a corrida controlada para Bettini e Boonen.
Um quarteto de Trenti, Schleck, Reynes e Moerenhout entrou com 20 segundos no Poggio, foram anulados pelo ataque decisivo de Alessandro Ballan, que levou com ele Filippo Pozzato e Igor Astarloa, enquanto a Milram perseguia para Petacchi. Nocentini, Schleck e Samu Sanchez também fizeram a ponte para a frente, mas na descida não houve colaboração, o pelotão aproximou-se mais e mais, à entrada para o último quilómetro restavam 6 segundos.
Parecia que estava tudo perdido, Nocentini ainda tentou e Pozzato marcou o movimento, lançando o sprint a 400 metros da meta. De uma forma extraordinária Filippo Pozzato aguentou a vantagem de escassos metros no sprint final para resistir a Alessandro Petacchi e ao seu companheiro Tom Boonen.