A etapa de hoje da Volta a Suíça começou ainda antes da partida da mesma, com a COVID-19 a entrar em força no pelotão. Se já ontem vários ciclistas tinham abandonado, à partida para a tirada de hoje foram 30 (!) os ciclistas que não partiram, entre os quais o vencedor de ontem e líder Aleksandr Vlasov, toda a equipa da UAE Team Emirates incluindo Rui Costa, toda a Alpecin-Fenix, Tom Pidcock, 4 ciclistas da EF Education-EasyPost e outros 4 da Bahrain-Victorious. Pela manhã, a incerteza era muita, mas a partida em Locarno foi dada, com Jakob Fuglsang na liderança.
Com um pelotão já inferior a 100 unidades, a etapa saiu para a estrada e mais de 10% do pelotão foi para a fuga, num total de 12 ciclistas: Clement Champoussin, Michael Matthews, Dion Smith, José Herrada, Nico Denz, Quentin Pacher, Andrea Pasqualon, Brent van Moer, Fausto Masnada, Quinn Simmons, Rolland Thalmann e o português Nelson Oliveira. No pelotão, INEOS Grenadiers e Israel-Premier Tech dividiam a perseguição.
Sem grandes alterações, a corrida foi ao seu ritmo até à subida final de Moosalp, onde a fuga entrou com praticamente 6 minutos de vantagem. Logo nas primeiras rampas, a escapada partiu-se com Denz, Masnada e Simmons a mostrarem ser os mais fortes. A 11 quilómetros do fim, Masnada testou os seus rivais pela primeira vez, suficiente para “despachar” Simmons.
Apenas a ritmo, os dois da frente não se conseguiam distanciar muito dos seus rivais e isso permitiu a chegada à frente Champoussin e Herrada, a 3400 metros do fim. Masnada tentou deixar todos para trás com dois ataques pouco antes do quilómetro final, mas sempre sem sucesso e, logo de seguida, o grupo crescia com a entrada de Simmons. Mal reentrou, o norte-americano lançou o seu sprint, a 300 metros do fim, foi cedo demais, com Champoussin e Denz a esperarem pelo momento certo. Escolhendo a trajetória por dentro da curva antes da reta da meta, Denz saiu beneficiado e, no lançar de bicicleta, superou Champoussin que parecia encaminhado para o triunfo. Herrada foi 3º.
Entre os favoritos, esta foi uma subida feita praticamente sempre a ritmo. Alexey Lutsenko e Maximilian Schachmann foram os ciclistas que tentaram, mas a INEOS Grenadiers foi sempre anulando as ofensivas. Até ao final, não se fizeram diferenças, Geraint Thomas tentou no sprint final, mas o esforço foi inglório, encabeçando o grupo que trazia Higuita, Fuglsang, Grosschartner, Pinot e Pozzovivo, a 2:14 do vencedor. Na geral, Fuglsang segue de amarelo com 1 segundos de vantagem para Thomas e 10 para Higuita.