O percurso dos Mundiais 2022

Foi ontem anunciado o percurso dos Campeonatos do Mundo deste ano, que vão decorrer na Austrália, mais precisamente em Wollongong. Já se sabia que iria ser um traçado duro, mas afinal até vai abrir o apetite a muitos ciclistas. O traçado dos contra-relógios será igual para homens e mulheres, um total de 34,2 kms, uma distância manifestamente curta para um Mundial, praticamente igual à do esforço individual da Volta ao Algarve. Terá cerca de 300 metros de desnível, com uma orografia rolante e sem grandes dificuldades.

Já nas provas de estrada irá ser utilizado um circuito com uma colina bastante dura, o Mount Pleasant (1100 metros a 7,7%). A média engana muito pois há uma secção de 250 metros a quase 12%, ideal para ataques. A prova feminina terá 164 kms, 6 passagens pelo Mount Pleasant e a corrida masculina contará com 12 passagens pela meta e um total de 267 kms, totalizando praticamente 4000 metros de acumulado. Ambas as corridas terão na sua fase inicial o Mount Keira (8,7 kms a 5,5%), uma subida que pode ser decisiva para deixar para trás ciclistas mais rápidos e alguns puncheurs. De referir ainda que antes do Mount Pleasant há o Mount Ousley, uma curta colina com 400 metros muito duros.




Confirmada a nova série da Netflix sobre o Tour

Num dia profícuo por anúncios oficiais, ficou ontem a saber que sempre vai existir uma série sobre a Volta a França na famosa plataforma de streaming Netflix. Um pouco à moda do “Drive to Survive” da F1, as câmaras vão seguir a prova e a preparação para aquela que é considerada a maior competição velocipédica do Mundo de 8 equipas.

As 8 formações em causa serão a Ag2r Citroen, a Alpecin-Fenix, a Bora-Hansgrohe, a EF Education Nippo, a Ineos Grenadiers, a Jumbo-Visma, a Groupama-FDJ e a Quick-Step. A grande ausente deste lote claro está é a UAE Team Emirates de Tadel Pogacar, campeão em título, e do quarteto português composto por João Almeida, Ivo Oliveira, Rui Oliveira e Rui Costa.

 

Thomas Pidcock fica na Ineos-Grenadiers

Depois de uns meses em que se adensou a incerteza sobre o futuro de Thomas Pidcock, o britânico de apenas 22 anos decidiu acabar com a especulação e assinar um contrato válido até 2027 com a Ineos-Grenadiers, tornando-se assim o ciclista no activo com o contrato mais longo, a par de Tadej Pogacar.



A estrutura da formação britânica aposta muito em Pidcock, até porque o jovem ciclista consegue fazer de tudo, desde ciclo-crosse, a provas por 1 dia a provas por etapas. Recorde-se que em 2021 finalizou em 2º na Amstel Gold Race, em 5º na Strade Bianche e em 6º nos Mundiais e em 2020 tinha vencido o Baby Giro. Pidcock confirma que no futuro quer tentar vencer o Tour, aproveitando esta fase da carreira em que tem mais explosão para ver o que consegue fazer nas clássicas.

 

Israel-Premier Tech desiste de participar no Tour de Flandres

O pelotão internacional tem sido arrasado por uma enorme onde de lesões e doenças em volta dos ciclistas. Muitas equipas têm sido afetadas, participando com equipas bastante reduzidas nas competições. Ora, um novo episódio desta história surgiu hoje com a Israel-Premier Tech a desistir de participar no Tour de Flandres.



A formação israelita está, não só, a conta de diversos casos de lesões mas também o COVID-19 voltou a atacar, com um segundo caso positivo entre a equipa que iria estar à partida em Antuérpia. Desta forma, e com a equipa a estar em competição em Espanha, foi tomada a decisão de não participar no segundo Monumento da temporada, uma decisão que o General Manager Kjell Carlström lamenta mas que afirma ser a mais correta para todos.

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