Depois de uma semana verdadeiramente alucinante em termos de corridas, esta semana será bem mais calma para o ciclismo de estrada e hoje já se notou isso mesmo. As maiores novidades vêm da Quick-Step.
A formação belga anunciou os corredores que vão competir nos respectivos campeonatos nacionais ao longo dos próximos dias. Entre esses ciclistas está precisamente João Almeida, que se irá estrear nos campeonatos nacionais de elite, competindo na prova de contra-relógio (dia 18 – 30,5 kms) e na corrida de estrada (dia 20 – 193,6 kms), começando assim a preparar em competição o grande objectivo que é os Jogos Olímpicos.
Uma equipa que tem várias dezenas de títulos nacionais e que muito provavelmente irá somar mais alguns este ano, Remco Evenepoel e Yves Lampaert têm muitas chances disso no contra-relógio e vão tentar surpreender na prova de estrada, Josef Cerny e Zdenek Stybar são candidatos na República Checa, enquanto o contingente dinamarquês liderado por Kasper Asgreen também tem algum favoritismo. Remi Cavagna, Julian Alaphilippe e Florian Senechal vão correr em França, Jannik Steimle na Alemanha e a presença em Itália será bastante forte, com Cattaneo, Masnada, Ballerini e Bagioli. Ian Garrison será o representante nos Estados Unidos e Fabio Jakobsen na Holanda.
Após abandonar a Volta a Suíça após o contra-relógio para assistir ao nascimento do seu primeiro filho, Julian Alaphilippe foi mesmo pai hoje. O nome é Nino e é fruto da relação do actual campeão do Mundo com a ex-ciclista Marion Rousse.
Ainda dentro da Quick-Step há o assunto Mark Cavendish. Esta questão veio à baila porque Sam Bennett não alinhou na Volta a Bélgica devido a problema no joelho, o que levantou interrogações sobre se o irlandês estaria em condições de defender a camisola verde conquistada no Tour em 2020. Ainda para mais Cavendish ganhou de forma imponente a última etapa e no final da tirada veio deixar uma “boca para o barulho”, dizendo que atrás de Morkov praticamente qualquer um é capaz de ganhar sprints, quase que querendo dizer “se me levarem ao Tour com o Morkov como lançador também ganho etapas”.

Por falar em Volta a França, hoje a Israel – Start up Nation lançou um curioso comunicado onde vinca o facto de Michael Woods ir para o Tour com o estatuto de líder. Veremos se é algo apenas para retirar pressão de Chris Froome ou para preparar terreno para o anúncio da ausência do britânico da Grand Boucle, ele que não tem dado bons sinais ao longo da temporada.
Woods será daqueles ciclistas que poderá ter de tomar uma decisão a meio da corrida, ele diz que “ o meu objectivo é claro, primeiro caçar etapas e depois tentar terminar bem colocado na geral.” Woods sabe que com as debilidades que tem em algumas áreas como o contra-relógio ou as descidas, o pódio é complicado no Tour, portanto é normal que vá tentar ganhar etapas. Há alguns finais explosivos bons para ele, mas também para outros corredores como Roglic, Pogacar ou Valverde, e se quiser ganhar na alta montanha pode ter de sacrificar um pouco a geral.