O “Gorilla” fica até 2022
Quando em 2019 André Greipel assinou pela Israel Start-Up Nation suspeitava-se que 2020 poderia ser a última temporada do veterano germânico como ciclista profissional. Mas “O Gorilla” como é conhecido, vai estar no pelotão até final de 2022, pelo menos, o contrato com a equipa israelita foi renovado por mais 2 temporadas.
Sem vitórias no World Tour desde Janeiro de 2018, resta saber o papel de Greipel dentro da Israel Start-Up Nation. A sua experiência será muito importante tanto nos treinos como em competição. Greipel ainda pode vir a ser competitivo, mostrou isso no Tour Down Under este ano, mas terá na mesma problemas de posicionamento, como sempre teve. O plantel também tem Rudy Barbier, Hugo Hofstetter e Davide Cimolai, se algum deles der o passo em frente na carreira poderemos ver Greipel como lançador em 2020
Mollema e Trek-Segafredo prolongam ligação
Vencedor do último Monumento disputado, Bauke Mollema vai permanecer onde foi muito feliz. Na Trek-Segafredo desde 2015, o holandês vai ficar até 2022 na equipa norte-americana, depois de já ter feito uma longa estadia na estrutura da Jumbo-Visma.
Bauke Mollema está numa posição curiosa dentro do plantel, com a entrada de Vincenzo Nibali desceu na hierarquia principalmente nas Grandes Voltas, mas o italiano só fará carreira até 2021. Richie Porte também já tem 35 anos e já se viu que as provas de 3 semanas não são para ele, e mesmo nas corridas de 1 semana na Europa já não tem o mesmo nível. Ainda existe Giulio Ciccone, que tem tudo para subir na hierarquia, só que o italiano tem uma grande relação com o Giro. Ou seja, Mollema ainda terá oportunidades na Trek-Segafredo em algumas provas de 1 semana, clássicas e eventualmente 1 Grande Volta por ano, nem que seja na caça de etapas.
Uma Milano-Torino diferente
Com o novo calendário publicado da UCI têm-se colocado algumas questões sobre a preparação dos ciclistas para certas provas. A Milano-Torino em 2020 não terá a famosa subida de Superga, de acordo com o site “cyclingpro.net”, de forma a atrair mais ciclistas conceituados.
E porquê? A ideia é fazer um traçado parecido ao da Milano-Sanremo, que decorrerá poucos dias depois. A distância também será reduzida, para não haver tanto desgaste, e uma localidade que pode receber este novo final é Stupinigi, que viu Sonny Colbrelli ganhar a Gran Piemonte em 2018. Estes dias têm sido conturbados para o lado da RCS Sport, com muitas mudanças de última hora, nomeadamente a troca entre a Milano-SanRemo e o Giro di Lombardia.