Desagrado de Pascal rebenta a escala

A Bora-Hansgrohe anunciou os 8 ciclistas que vão representar a equipa alemã no Tour e mais do que os ciclistas que vão, começou a falar-se dos ciclistas que não vão à Volta a França. Entre eles estão Maximilian Schachmann, Lennard Kamna e Pascal Ackermann, sendo que o que está a levantar mais ondas é o sprinter alemão, tendo já mostrado o seu desagrado em público.




Depois de 2 excelentes épocas em 2019 e 2020, com 2 triunfos no Giro e na Vuelta, 2021 está a ser de frustração para Ackermann, que ainda não conseguiu ganhar este ano. O melhor que conseguiu foi alguns terceiros lugares, o que os responsáveis da Bora-Hansgrohe consideraram insuficiente para convocar Ackermann para o Tour, mencionando que ele não está num nível necessário para sprintar com os melhores na Grand Boucle.

Em declarações a um site alemão, o sprinter de 27 anos disse que estava mais do que desapontado. “O Ralph Denk sempre foi um homem de palavra, mas desta vez ele não cumpriu com o prometido. Sempre foi dito que faria o Tour este ano, não fosse esta promessa não teria assinado o contrato que assinei.” O alemão diz que apesar da falta de vitórias está com uma boa condição física e que os números provam isso. Obviamente a decisão da Bora-Hansgrohe também foi influenciada pelo facto de Ackermann estar no último ano de contrato e os rumores circularem que o corredor vai para a UAE Team Emirates, além da equipa querer conquistar a camisola verde com Peter Sagan.

Os possíveis destinos do viking Kristoff

Se Ackermann pode estar a caminho de ingressar na UAE Team Emirates, quem parece de saída da formação liderada por Joxean “Matxin” Fernandez é Alexander Kristoff. É algo que já se fala há algumas semanas e que tem ganho força nos últimos dias, até porque parece clara a aposta da UAE Team Emirates em construir um bloco muito sólido para as Grandes Voltas, em redor principalmente de Tadej Pogacar.




Kristoff é um ciclista que já ganhou 4 etapas no Tour, que já ganhou Monumentos do ciclismo, portanto não é um corredor barato em termos salariais e neste momento nenhuma equipa de topo parece disposta a gastar uma boa fatia do seu orçamento no norueguês já que os resultados nos últimos 2 anos não têm sido os melhores. Aparentemente Kristoff terá 2 grandes possibilidades. A primeira é voltar a casa e ingressar na Uno-X, uma equipa que quer subir ao World Tour a médio prazo e que até faz um calendário bom para Kristoff, participando em muitas semi-clássicas belgas. A outra é manter-se no World Tour, na Intermarche-Wanty Gobert, uma formação que está à procura de reforços e que permitiria a Kristoff ser líder numa equipa World Tour e nas principais provas a nível mundial.

Rei das fugas do Giro de regresso ao World Tour?

O “rei das fugas” do Giro Simon Pellaud poderá estar a caminho do World Tour, sendo um dos alvos da Trek-Segafredo para 2022. Pellaud já esteve no World Tour com a IAM Cycling em 2015 e 2016, sendo depois forçado a descer ao escalão Continental para 2017. A Androni deu-lhe uma oportunidade para 2020 e o suíço de 28 anos não a tem desperdiçado, mostrando a sua combatividade sempre que pode. Pellaud é também um ciclista bastante acarinhado nas redes sociais e a Trek-Segafredo tem por hábito entrar em muitas fugas.




Novo equipamento e novo nome para a Direct Energie

Por fim ontem a Team Total Direct Energie anunciou uma ligeira remodelação na estrutura. A partir de agora a formação Profissional Continental gaulesa passa a chamar-se Team TotalEnergies e também tem um novo equipamento, com calções vermelhos e brancos e várias cores na camisola. A equipa irá estrear já estes equipamentos nos campeonatos nacionais e no Tour

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