Pelas informações veiculadas hoje pelo Cyclingnews e pelo Wielerflits, há mesmo uma luz ao fundo do túnel para a estrutura da NTT Pro Cycling, comandada por Douglas Ryder, e que não conta já com Bjarne Riis.
Estava muito complicado encontrar um sponsor que permitisse manter a estrutura de pé, mas ao que parece existem mesmo investidores suficientes para um orçamento de 8 milhões de euros, que será um dos mais baixos, senão o mais baixo do World Tour. Tirando os líderes da equipa muitos ciclistas irão mesmo auferir perto do salário mínimo no World Tour, a rondar por 38 000 euros anuais.
O Wielerflits falou com Domenico Pozzovivo, que garante que esteve à espera da continuidade da equipa e que era a sua primeira opção para 2021. Já a Radsport avança que Max Walscheid continua na NTT Pro Cycling com um contrato de longa duração.
Apesar da janela de mercado estar quase a terminar e das muitas saídas até agora ainda há tempo para formar um plantel minimamente competitivo, apesar das restrições orçamentais. Para isso a equipa tem primeiro de segurar 4 líderes experientes e capazes de garantir pelo menos alguns pódios: Domenico Pozzovivo, Victor Campenaerts, Edvald Boasson Hagen e Giacomo Nizzolo, principalmente o italiano.
O segundo passo é garantir a continuidade de alguns jovens talentos que já mostraram laivos do que são capazes de fazer: Andreas Stokbro, Samuele Battistella, Matteo Sobrero e Gino Mader. A partir daqui é tentar mais algumas renovações, ficar com 17/18 corredores e a partir daí ver o que ainda está disponível no mercado e contactar mais um ou outro sub-23 para completar o plantel tendo sempre em conta que a prioridade deve ser formar um comboio bom para Nizzolo, que mostrou ser capaz de dar vitórias em número e qualidade.