O regresso do ciclismo em Portugal está cada vez mais perto mas a indefinição é ainda muita. O Troféu Joaquim Agostinho e a Volta a Portugal são as únicas provas portuguesas presentes no calendário da UCI no entanto antes disso, a Federação Portuguesa de Ciclismo pretende dar mais competição às equipas nacionais.
Segundo informa o jornal A Bola, e assegurando que o ciclismo terá o seu regresso autorizado pelas entidades de saúde, o objetivo é regressar com uma prova no dia 5 de Julho. Este primeiro teste ainda está em estudo e poderá ser um contra-relógio individual ou um contra-relógio coletivo, em lugar ainda a definir. No fim de semana seguinte, o pelotão dirige-se para Oliveira de Azeméis, com o Challenge Memorial Bruno Neves, nos dias 11 e 12.
Inicialmente previsto entre 24 e 26 de Julho (datas em que foi inserido no calendário da UCI), o Troféu Joaquim Agostinho será antecipado, correndo-se entre 18 e 20 do mesmo mês. Três dias de competição na região do Oeste que serão cruciais para a realização ou não da Volta a Portugal que, teoricamente, tem o início marcado para 29 de Agosto em Castelo Branco.
O Secretário de Estado da Juventude e Desporto João Paulo Rebelo revelou que a Federação Portuguesa de Ciclismo já apresentou um plano para prova ao Governo e à Direção-Geral da Saúde que, “para já, recolheu os maiores elogios e está a ser trabalhado”. Tudo parece caminhar para um bom porto mas uma decisão somente após a realização do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras pode levar a um adiamento da prova rainha do calendário nacional.
Este cenário coloca, em cima da mesa, outras datas para a realização da Volta a Portugal. As hipóteses consideradas apontam para a segunda quinzena de Agosto com 12 a 23 de Agosto ou 19 a 30 de Agosto, a serem as duas datas a terem em atenção. Sabendo, também, da importância da competição para o ciclismo nacional, uma outra hipótese pode passar pela alteração da categoria da Volta a Portugal, baixando-a para a categoria 2.2 ou mesmo para 2.12 (prova de nível nacional, que permitiria a participação das equipas sub-23). Esta situação seria excecional, já que em 2021, a Volta a Portugal voltaria a ter o seu estatuto na categoria 2.1.
O dia de hoje trouxe uma reunião entre o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, com o recém-eleito presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, Paulo Couto, e os nove membros da Direção da APCP representantes dos corredores das equipas continentais. Nesse encontro ficou vincada a vontade de se voltar à competição o quanto antes, de maneira a salvaguardar os direitos dos ciclistas profissionais e, desta forma, os intervenientes presentes elaboraram um “Manifesto pelo regresso do ciclismo“, onde defendem os seus pontos de vista em relação à retoma da modalidade.
Foto: João Fonseca