Com 29 anos, Taylor Phinney vai retirar-se no final de 2019. Uma carreira promissora de um grande contra-relogista e especialista de clássicas do empedrado, que ficou marcada por uma queda nos Nacionais dos Estados Unidos em 2014, altura em que Phinney estava a atingir um novo patamar. A partir daí, nunca mais foi o mesmo, apesar de ter aparecido a espaços. Diz já não ter motivação para treinar e vai dedicar-se a outras paixões como a música e a arte.
- Anos como profissional: 11 anos divididos por 3 equipas – Trek-Livestrong (2009 e 2010), BMC Racing Team (2011 a 2016) e EF Education First (2017 a 2019);
- Nº de vitórias: 23 vitórias – incluindo 3 no World Tour, 3 vezes campeão norte-americano de contra-relógio, Paris-Roubaix sub-23 e geral do Dubai Tour 2014;
- Melhor vitória: Prólogo do Giro d’Itália 2012;
- Nº de Grandes Voltas: 5 – dois Tour, dois Giro (envergou a camisola rosa em 2012 por 3 dias) e uma Vuelta;
- Melhor temporada: 2012 – vencedor de etapa no Giro, 4º na prova de estrada e na de contra-relógio dos Jogos Olímpicos de Londres e vice-campeão mundial de contra-relógio;
- Total de kms em corrida: 76 000 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Volta a Califórnia e Paris-Roubaix, ambas por 6 ocasiões.
Outro norte-americano a retirar-se é Evan Huffman, um combativo corredor que aparecia sempre na televisão por altura das provas no continente americano. Razoável na média montanha e bom contra-relogista, vai dar um novo rumo à sua vida.
- Anos como profissional: 7 anos divididos por 3 equipas – Astana (2013 e 2014), Team SmartStop (2015) e Rally Cycling (2016 a 2019);
- Nº de vitórias: 10 vitórias – incluindo 2 no World Tour e a geral do Tour of Alberta 2017;
- Melhor vitória: Etapas 4 e 7 da Volta a Califórnia 2017;
- Nº de Grandes Voltas: 0;
- Melhor temporada: 2017 – um ano de sonho, onde ganhou duas etapas na Volta a Califórnia e venceu a geral do Tour of Alberta e do Tour of Gila;
- Total de kms em corrida: 37 581 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Volta a Califórnia e Tour of Gila, ambas por 5 ocasiões.
A Rally Cycling também vê sair de cena Svein Tuft. O veterano canadiano de 42 anos coloca um ponto final na carreira depois de imensas temporadas entre a elite. Contra-relogista puro, Tuft foi, durante muitos anos, a principal referência do ciclismo canadiano pelo mundo fora.
- Anos como profissional: 16 anos divididos por 6 equipas – Prime Alliance Cycling Team (2002 e 2003), Symmetrics Pro Cycling Team (2005 a 2008), Team Garmin-Slipstream (2009 e 2010), Spidertech (2011), Orica-GreenEDGE/Mitchelton-Scott (2012 a 2018) e Rally Cycling (2019)
- Nº de vitórias: 31 vitórias – incluindo 2 no World Tour e 11 títulos de campeão nacional canadiano de contra-relógio e 2 títulos na vertente de estrada; foi, ainda, medalhado de prata no contar-relógio dos Mundais 2008;
- Melhor vitória: Prólogo de 2010 e contra-relógio de 2012 do Eneco Tour
- Nº de Grandes Voltas: 13 – 7 Giros, 3 Tours e 3 Vueltas;
- Melhor temporada: 2012 – vencedor do Duo Normand, 4º no Driedaagse De Panne-Koksijde e 7º no Eneco Tour onde ganhou o contra-relógio;
- Total de kms em corrida: 124 476 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Tour de Beauce, por 11 ocasiões.
Menos conhecido mas não menos importante, temos que destacar a saída de cena de Eugert Zhupa. Aos 29 anos, o albanês vai deixar o ciclismo no final da temporada. Um bom rolador, dos ciclistas mais combativos do pelotão que se destacou no Giro, devido às muitas presenças em fugas.
- Anos como profissional: 6 anos divididos por 3 equipas – Christina Watches (2013), Wilier Triestina-Southeast (2015 a 2018) e EvoPro Racing (2019);
- Nº de vitórias: 9 vitórias – incluindo 4 títulos nacionais de estrada, 3 títulos nacionais de contra-relógio e vitória nos Jogos dos Balcãs 2016;
- Melhor vitória: Etapa 5 da Volta a Albânia;
- Nº de Grandes Voltas: 4 Giros;
- Melhor temporada: 2016 – campeão nacional de estrada e contra-relógio e vencedor nos Jogos dos Balcãs;
- Total de kms em corrida: 58 425 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Giro d’Itália e Campeonato do Mundo de contra-relógio, ambos por 4 ocasiões.
Várias equipas britânicas vão fechar portas no final de 2019 e isso significa que muitos ciclistas não vão conseguir encontrar equipa para o próximo ano e, desta forma, veem-se obrigados a terminar carreira. Aos 32 anos, Ian Bibby deixa o ciclismo, ele que pouco correu esta temporada, já se adivinhando este final. Bibby destacava-se na média montanha e, também, em grupos restritos, onde a sua ponta final era bastante forte.
- Anos como profissional: 11 anos divididos por 6 equipas – Team Halfords (2009), Motorpoint (2010 e 2011), Endura Racing (2012), Madison-Genesis (2013, 2014 e 2019), NFTO (2015 e 2016) e JLT Condor (2017 e 2018);
- Nº de vitórias: 7 vitórias – Veloton Whales 2017 e prólogo da Volta ao Japão;
- Melhor vitória: Prólogo da Volta ao Japão 2018;
- Nº de Grandes Voltas: 0;
- Melhor temporada: 207 – vencedor da Veloton Whales, 2º no Istrian Spring Trophy, 3º nos Campeonatos Nacionais britânicos e 4º na Volta à Coreia;
- Total de kms em corrida: 42 284 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Volta a Grã-Bretanha, por 9 ocasiões.