Com 35 anos, chega ao fim a carreira de um dos ciclistas belgas mais experientes da última década. Falamos de Jurgen Roelandts, um especialista de clássicas do empedrado que adorava dias longos em cima da bicicleta, pondo em prática a sua boa ponta final. Sempre algo tapado por líderes com outro estatuto, Roelandts aproveitou, sempre, as oportunidades que lhe foram dadas.
- Anos como profissional: 17 anos divididos por 4 equipas – Jong Vlaanderen (2004 a 2007), Omega Pharma-Lotto/Lotto Soudal (2008 a 2017), BMC Racing Team (2018) e Movistar (2019 e 2020);
- Nº de vitórias: 11 vitórias – com destaque para o título nacional belga em 2008;
- Nº de Grandes Voltas: 10 – 7 Tour’s, 2 Giro’s e 1 Vuelta;
- Melhor temporada: 2015 – a regularidade pautou os seus anos áureos por isso foi difícil escolher mas nesta temporada foi vice-campeão belga, 3º no Tour de l’Eurometropole, 5º no GP Plouay, 7º na E3 Harelbeke e Gent-Wevelgem, 8º no Tour de Flandres e 11º na Milano-Sanremo;
- Total de kms em corrida: 155 532 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: a Volta a Bélgica, por 12 ocasiões.
Outro dos bons classicómanos e gregários do pelotão internacional a pendurar a bicicleta é Stijn Vandenbergh. Com 36 anos, esta última fase da carreira do possante ciclista de 1,99m não foi tão positiva, os resultados escassearam, ao contrário do que aconteceu na Deceuninck-QuickStep onde, num bloco muito forte, conseguia ter as suas oportunidades apesar de nunca ser líder à partida.
- Anos como profissional: 17 anos divididos por 4 equipas – Amuzza-Davo (2005 e 2006), Unibet (2006 e 2007), AG2R La Mondiale (2018 e 2017 a 2020), Team Katusha (2009 a 2011) e Ettix-QuickStep (2012 a 2016);
- Nº de vitórias: 3 vitórias – destaque para o triunfo conseguido na Volta a la Comunitat Valenciana de 2006, quando em fuga conseguiu superar todo o pelotão;
- Nº de Grandes Voltas: apenas 2 Tour de France, algo com relativa normalidade para um homem com 27 monumentos no currículo;
- Melhor temporada: 2014 – ano áureo da sua carreira, foi 8º no Tour of Qatar, 4º no Tour de Flandres e na E3 Harelbeke e 5º na Kuurne-Brussels-Kuurne;
- Total de kms em corrida: 144 276 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: por 13 vezes participou na Clássica de Bruxelas, 12 delas de forma consecutiva entre 2009 e 2020.
Nikolas Maes fez toda a sua carreira na Bélgica e, aos 34 anos, diz adeus ao ciclismo. Um bom ciclista de equipa, tanto fazia parte do bloco de clássicas como do comboio do seu sprinter, foi tendo algumas oportunidades ao longo da sua carreira. Agora é tempo de mudança e irá passar para o carro, sendo que será diretor desportivo da Lotto Soudal.
- Anos como profissional: 15 anos divididos por 3 equipas – TopSport Vlaanderen (2006 a 2009), QuickStep (2010 a 2016) e Lotto Soudal (2017 a 2020);
- Nº de vitórias: 2 vitórias – uma etapa na Vueltaa Burgos e a classificação geral da World Ports Classic;
- Nº de Grandes Voltas: 5 – 4 Vuelta’s e 1 Giro, mais um ciclista virado para as clássicas com 20 monumentos realizados;
- Melhor temporada: 2013 – aproveitou algumas oportunidades que lhe foram dados, sendo vencedor da World Ports Classic, 6º na Dwars door Vlaanderen, 7º na Clássica de Hamburgo e 8º na Clássica de Bruxelas e mais 6 top-10;
- Total de kms em corrida: 145 454 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: Tirando os Campeonatos Nacionais da Bélgica, onde esteve 12 vezes, esteve à partida, por 11 vezes, na Halle-Ingooingem e Kuurne-Brussels-Kuurne.
Mudando um pouco de especialidade, é tempo de falarmos de um homem do sprint e do ciclista mais novo deste artigo. Kris Boeckmans pendura a bicicleta aos 33 anos, depois de um final de carreira bastante modesto. Um corredor talhado para outros voos mas que em 2015, quando estava a dar o salto qualitativo, uma queda muito grave na Vuelta a Espanha o colocou às portas da morte. Regressou, mas nunca mais foi o mesmo.
- Anos como profissional: 11 anos divididos por 4 equipas – TopSport Vlaanderen (2010 e 2011), Vacansoleil (2012 e 2013), Lotto Soudal (2014 a 2017) e Vital Concept-B&B Hotels (2018 a 2020);
- Nº de vitórias: 16 vitórias – entre os elites, destaque para as clássicas Le Samyn e Nokere-Koerse, enquanto sub-23 foi campeão da Europa;
- Nº de Grandes Voltas: 3 – 2 Tour’s e 1 Vuelta;
- Melhor temporada: 2015 – estava a ser o ano da sua afirmação até cair na Vuelta: venceu na Etoile de Besseges, a Le Samyn, Nokere Koerse, o Tour de Picardie e duas etapas, a World Ports Classic e uma etapa e 2º na Halle-Ingooingem;
- Total de kms em corrida: 83 684 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: por 9 vezes participou na Halle-Ingooingem.
Para o final fica o mais veterano dos ciclistas belgas, o trepador Serge Pauwels. Numa carreira marcada por algumas graves lesões, incluindo nesta sua última época aos 37 anos, Pauwels sai pela porta do World Tour. Esteve quase sempre em equipas onde tinha alguma liberdade para procurar os seus resultados e mostrar a sua combatividade, característica de qualquer corredor daquele país.
- Anos como profissional: 17 anos divididos por 7 equipas – Rabobank Continental (2004 e 2005), TopSport Vlaanderen (2006 a 2008), Cervelo (2009), Sky Procycling (2010 e 2011), Omega Pharma-QuickStep (2012 a 2014), Dimension Data (2015 a 2018) e CCC Team (2019 e 2020);
- Nº de vitórias: 3 vitórias – destaque para o triunfo no Giro d’Italia em 2009 e para a geral do Tour of Yorkshire de 2017;
- Nº de Grandes Voltas: 13 – 6 Tour’s, 4 Giro’s e 3 Vuelta’s, tendo ganho uma etapa, logo na sua estreia;
- Melhor temporada: 2015 – foi preciso esperar pela veterania para vermos o melhor de Pauwels: 2º no Aquece Rio, 5º na Volta a Turquia, 12º no Herald Sun Tour, Coppa Sabatini e Giro dell’Emilia e 13º no Tour de France (3 top-10 em etapa);
- Total de kms em corrida: 158 035 quilómetros;
- Corrida que mais vezes participou: os Campeoantos Nacionais da Bélgica, onde esteve por 13 vezes e, retirando esta competição, a Liege-Bastogne-Liege, por 10 ocasiões.