O principal destaque de hoje vai para Arthur Vichot. Em tempos um dos melhores ciclistas francesas, o atleta sai de cena cedo, com apenas 32 anos, muito fustigado por lesões nas últimas temporadas. Prometeu muito, era um puncheur de muita qualidade mas nunca confirmou tudo.
- Anos como profissional: Apenas 11 temporadas, o que para um ciclista profissional deste nível nem é muito. Passou somente pela FDJ (2010-2018) e Vital Concept (2019-2020);
- Nº de Vitórias: 14, curiosamente todas elas em França, incluindo etapas no Paris-Nice e no Dauphiné e os campeonatos nacionais por 2 vezes;
- Nº de Grandes Voltas: 8 provas de 3 semanas, apenas completou metade delas, sendo que participou em 7 Tour’s;
- Melhor temporada: Houve várias épocas de qualidade, mas destacamos 2013. 1º no Tour do Haut Var, 4º no G.P. Plumelec, campeão nacional e 2º no G.P. Quebec;
- Total de kms em corrida: 93 598 kms distribuídos por 582 dias de corrida;
- Corrida em que mais vezes participou: as clássicas G.P. Marsellaise e a Classic de l’Ardeche, ambas por 9 ocasiões e em ambas deixou o seu carimbo de vitória.
Arnaud Courteille foi companheiro de Arthur Vichot nas últimas temporadas e também ele deixa o ciclismo cedo, com 31 anos. Um corredor de equipa, muitas vezes se colocava na frente a perseguir fugas, deixa o ciclismo de forma inglória uma vez que, já com a decisão tomada de pendurar a bicicleta, fraturou a clavícula na sua última corrida, a Paris-Camembert.
- Anos como profissional: 10 temporadas como profissional, na FDJ (2011-2017) e na Vital Concept (2018-2020). Um percurso em tudo semelhante a Arthur Vichot;
- Nº de Vitórias: 0 triunfos como profissional, alguns como sub-23;
- Nº de Grandes Voltas: 7 ao todo, finalizando sempre fora do top 100, nunca participou no Tour, fez o Giro por 3 vezes e a Vuelta por 4 ocasiões;
- Melhor temporada: 2010 foi um bom ano de sub-23 e o que convenceu a FDJ a contratá-lo, em termos profissionais destaca-se 2014 onde foi 12º na Classic Loire, 10º na Poly Normande e 9º no Cholet-Pays de Loire;
- Total de kms em corrida: 90 686 kms, só uma época superou os 12 000 kms feitos em competição;
- Corrida em que mais vezes participou: Em 10 anos como profissional participou no Tour de l’Ain em 8 ocasiões.
Ainda mais novo, com 30 anos, termina a carreira Axel Domont. O francês foi fiel a uma só equipa durante toda a carreira e, talvez não querendo dar um passo atrás e, com falta de motivação, ao não ver o seu contrato ser renovado, decidiu pendurar a bicicleta. Um corredor completo, que se defendia na média montanha.
- Anos como profissional: 8 temporadas, sempre na Ag2r La Mondiale;
- Nº de Vitórias: Apenas 1 triunfo na carreira, a etapa 5 do Circuito de la Sarthe em 2014, ganhou isolado;
- Nº de Grandes Voltas: 8 Grandes Voltas, uma média de 1 por temporada, completou 5 e a melhor classificação é um 48º posto, tendo nessa Vuelta sido 2º numa etapa;
- Melhor temporada: Claramente 2016, fez 1 pódio e mais 2 top 10 em etapas nas Grandes Voltas, teve liberdade para procurar fugas;
- Total de kms em corrida: 79 421 quilómetros o que é muito para quem apenas esteve 8 temporadas como profissional;
- Corrida em que mais vezes participou: Curiosamente o Giro dell’Emilia, uma corrida italiana, em que alinhou por 5 vezes.
Clement Chevrier também não viu o seu contrato ser renovado pela Ag2r La Mondiale e, aos 28 anos, termina precocemente a sua carreira. Um trepador que enquanto sub-23 foi um dos melhores da sua geração, passou pela escola de Axel Merckx, o que só por si vale muito, mas nunca conseguiu dar o salto enquanto elite.
- Anos como profissional: 7 temporadas como profissional com passagens pela Bissel (2014), IAM Cycling (2015-2016) e Ag2r La Mondiale (2017-2020);
- Nº de Vitórias: 0 vitórias como profissional, mas foi um sub-23 muito bem sucedido e com alguns triunfos;
- Nº de Grandes Voltas: 5 provas de 3 semanas, completou todas, mas nunca participou no Tour. Foi 41º na Vuelta 2016;
- Melhor temporada: Nunca se destacou particularmente a um nível elevado, em termos de dados a melhor época foi em 2017;
- Total de kms em corrida. 68 765 kms, um número reduzido para um ciclista profissional com a carreira de Chevrier;
- Corrida em que mais vezes participou. Alinhou no Tour de l’Ain por 5 ocasiões, tendo sido 16º por uma vez.
Terminamos com mais um corredor que correu toda a sua carreira em França, falamos de Benoit Jarrier. Com 31 anos, Jarrier sempre se caracterizou por ser um corredor que se adaptava muito bem às semi-clássicas gaulesas, andando, muita vezes, na discussão da Taça de França.
- Anos como profissional: 9 temporadas, 8 delas (2013-2020) na estrutura da Arkea-Samsic, começou em 2012 na Continental Veranda Rideau – Super U;
- Nº de Vitórias: Vários pódios, mas em várias ocasiões a vitória fugiu-lhe por muito pouco a nível profissional. Mas em 2014 ganhou ao sprint a última jornada do Tour de Normandie num grupo reduzido;
- Nº de Grandes Voltas: Um ciclista mais de clássicas que só realizou e concluiu 1 Grande Volta, no Tour em 2014;
- Melhor temporada: Em 2014, aos 25 anos fez uma grande época: 4º na Etoile de Besseges, 5º no Cholet-Pays de Loire, vitória na última etapa do Tour de Normandie sendo 2º na geral, 3º na Route Adelie de Vitre e 5º na Tro Bro Leon;
- Total de kms em corrida: 80 330 kms em 495 dias de competição, na maioria das épocas rondou os 10 000 kms;
- Corrida em que mais vezes participou: Como profissional fez sempre a Tro Bro Leon, tendo conseguido ser 2º em 2012 e 2015.