Os Jogos Olímpicos de Tóquio terão um total de 4 representantes portugueses nas várias vertentes que compõem o ciclismo. Pela primeira vez o nosso país terá representação feminina nas Olimpíadas (falando de ciclismo claro está) e será também a estreia de Portugal no ciclismo de pista olímpica.
No que toca ao ciclismo de estrada havia 2 vagas a distribuir, 2 ciclistas que nos iriam representar no contra-relógio e na duríssima prova de estrada. Os escolhidos foram João Almeida e Nélson Oliveira, uma escolha baseada no momento de forma e no perfil das provas. De fora ficam Ruben Guerreiro (ainda em convalescença depois da queda sofrida no Giro) e Rui Costa (ex-campeão do Mundo, um dos corredores que mais vezes representou a selecção nacional, e que claramente não está a ter a sua melhor temporada).
Concordamos em plena com a escolha feita por José Poeira, Nelson Oliveira foi 18º em Londres e 7º no Rio de Janeiro, no contra-relógio, tendo muita experiência neste tipo de corridas. E depois na prova de estrada será o braço direito de João Almeida, um corredor que já demonstrou este ano que na sua melhor forma consegue subir com os melhores e se consegue imiscuir no top 10 em esforços individuais.
No comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo José Poeira explica que “Vamos trabalhar para conseguir estar na discussão do contrarrelógio e da prova de fundo. Os percursos adequam-se aos nossos corredores, mas falta saber que adversários teremos e em que condições se apresentarão. Ambicionamos, pelo menos, o Diploma Olímpico, sabendo que no contrarrelógio esse é um objetivo realista para o Nelson e para o João, dado que o percurso é muito exigente, favorecendo os portugueses em relação aos contrarrelogistas com caraterísticas de roladores.”
A muito jovem Raquel Queirós será a primeira ciclista a competir na vertente de BTT nos Jogos Olímpicos. Ainda uma atleta sub-23, Raquel Queirós já cumpriu o seu objectivo principal ao conseguir a qualificação e irá alinhar sem pressão e descomplexada, esperando acumular experiência tendo em vista os Jogos Olímpicos de Paris.
Maria Martins será a última ciclista a participar nestas Olímpiadas, ela que fará apenas 22 anos em Julho. Vai competir na pista, na prova de Omnium, que testa a resistência e polivalência das ciclistas de pista. Maria Martins tem conseguido resultados históricos na pista e tem evoluído a olhos vistos, a corrida será altamente competitiva, mas não vemos como impossível uma classificação no top 10.
Imagem: FPCiclismo