Nem mesmo uma animada última semana de Giro impediu que o mercado se movimentasse, ou pelo menos, aparenta nesse sentido. Adivinham-se movimentações interessantes, mas é a saída de Peter Sagan de Bora-Hansgrohe que pode desbloquear muitas outras movimentações.




Ao que parece o eslovaco está cada vez mais afastado da Deceuninck-Quick Step. Muitos adeptos da modalidade gostariam de ver o ex-campeão do Mundo a vestir a camisola da formação belga, mas Patrick Lefevere afastou recentemente esse cenário, pelo elevado ordenado que Sagan aufere, e por toda a entourage que envolve ter Sagan na estrutura. O polémico manager da equipa diz que não quer ter uma equipa dentro da equipa, dividida em grupos, algo no mínimo irónico depois da falta de união que houve neste Giro.

Nos últimos dias a Team Total Direct Energie tem-se perfilado como uma candidata a contar com os serviços do eslovaco. Sim, leram bem, a Direct Energie, e não é uma hipótese assim tão descabida. A formação gaulesa tem um orçamento maior que em anos anteriores devido à entrada da Total e quer reverter a aposta falhada em ciclistas já em final de carreira (Terpstra, Boasson Hagen), que também estão a ocupar uma boa fatia do orçamento. É preciso recordar que já têm uma equipa de clássicas bastante razoável, as bases estão lá, e que nas últimas épocas tentaram aliciar Julian Alaphilippe a entrar no projecto.

Outra potencial interessada é a Israel Start-Up Nation, uma equipa que tem o orçamento e que já conta com alguns corredores para apoiar Sagan. Um possível ingresso estará muito dependente de Chris Froome, do seu rendimento nos próximos meses. Acreditamos que o britânico não quererá continuar durante muito mais tempo se não conseguir atingir o nível necessário para estar entre os melhores.




Quando Vincenzo Nibali ingressou na Trek-Segafredo em 2020 parecia com o intuito de terminar a carreira por lá, tornando-se depois embaixador da equipa. 2020 foi abaixo das expectativas e 2021 está a ser sofrível, ainda pior que em 2020. Ao que parece Nibali estará em conversações com a Astana para um possível regresso em 2022, depois de ter estado na equipa cazaque entre 2013 e 2016.

Foi lá que obteve alguns dos maiores triunfos da carreira, nomeadamente o Tour em 2014, o Giro em 2016 e o Giro di Lombardia em 2015, uma fase em que estava entre os melhores do Mundo. Infelizmente o Tubarão de Messina parece em claro declínio comparativamente aos rivais, falta claramente a pujança de outros anos. A Itália deixou-o de fora dos Jogos Olímpicos, em detrimento de uma geração mais nova e veremos se no Tour as coisas não correrem bem não terminar mesmo a carreira em 2021, uma decisão a tomar nas próximas semanas.

O 3º rumor do qual falamos hoje saiu na Gazzetta Dello Sport nos últimos dias, tal como os 2 primeiros. Apesar de parecer satisfeito da Ineos-Grenadiers (onde foi um elemento absolutamente fundamental na conquista do Giro do ano passado), Rohan Dennis parece estar a ver outras opções na carreira, visto que o seu contrato termina este ano. O australiano, campeão do Mundo de contra-relógio e 2018 e 2019, perdeu alguma capacidade nesta especialidade em 2020, mas vem de 2 triunfos em esforços individuais e pode ser opção para o Tour.




O diário desportivo italiano avança que a Jumbo-Visma e que a UAE Team Emirates são opções em cima da mesa para Rohan Dennis, que também não é propriamente um ciclista barato. Neste âmbito vemos a ida de Dennis para a UAE Team Emirates muito mais provável, até porque a equipa claramente precisa deste tipo de ciclistas para as Grandes Voltas (para os contra-relógios colectivos e mesmo para a montanha), tem o orçamento para tal e ainda tem uma estrutura com alguns ciclistas norte-americanos (Dombrowski, McNulty) e o compatriota Allan Peiper como director. Não que Dennis fosse um mau reforço para a Jumbo-Visma, mas encaixaria melhor na UAE Team Emirates.

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