Após um dia negro para o ciclismo, a Volta a Suíça regressou à estrada. Sem 37 ciclistas à partida, incluindo as equipas da Bahrain-Victorious, Tudor Pro Cycling e Intermarché-Circus, o pelotão saiu para a estrada para mais uma etapa onde os tempos seriam tomados a 25 quilómetros da meta e sem bonificações quer nos sprints intermédios quer na meta.



A tirada ficou marcada pela não existência de fuga, com a Trek-Segafredo a controlar durante grande parte da etapa para as contagens de montanha, onde via os seus ciclistas passar na frente e amealhar pontos. Apesar de tudo, não foi suficiente para retirar a liderança de Pascal Eenkhoorn que assegurou a vitória final na respetiva classificação.

Retirados os tempos, à passagem dos 25 quilómetros, iniciou-se uma nova corrida, quer queria discutir a etapa chegou-se à frente, posicionando-se para a subida final. Neilson Powless foi o primeiro a atacar e só essa mexida foi fatal para desfazer o já reduzido pelotão, ficando na frente pouco mais de 10 ciclistas: Powless, Mikkel Honoré, Thomas Pidcock, Michal Kwiatkowski, Jhonatan Narvaez, Romain Gregoire, Wout van Aert, Kevin Vermaerke e Welay Berhe.



Passada a subida de Ottenberg, ainda existiu uma fase de falso plano e foi aí que o campeão do Mundo lançou o ataque decisivo. O eritreu Berhe ainda tentou seguir Evenepoel, mas o ritmo do fenómeno belga era outro que, desta forma, entrava num contra-relógio individual de 17 quilómetros. Lá atrás, a perseguição organizou-se mas era tarde, a vitória estava entregue a Evenepoel que, no final, dedicava o triunfo ao malogrado Gino Mader. Wout van Aert foi o mais forte do grupo perseguidor, superando Bryan Coquard. Mattias Skjelmose segue líder antes do contra-relógio final.

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