Logo após o final da 1ª etapa da Volta a Polónia, Patrick Lefevere não tardou em reagir ao que sucedido. O manager da Deceuninck-QuickStep foi peremptório afirmando que “Dylan Groenewegen deveria ser preso. Eu vou a tribunal, esse tipo de ação deve estar fora do ciclismo. Este é um acto criminal.”




Esta foi a reação a quente, após tudo o que tinha acontecido com o seu pupilo. Durante a manhã de hoje, Lefereve já voltou a falar afirmando que mantém tudo o que escreveu no Twitter. O belga afirmou que já reviu o sprint dezenas de vezes, de diversos ângulos e a diversas velocidades e que não entende a ação de Dylan Groenewegen.

“É uma ação feia. Não se pode fazer isto. Um ciclista tem que manter a sua linha no sprint. Ele (Groenewegen) começa o seu sprint no meio da estrada e claro que pode escolher a sua trajetória. No entanto não pode fazer o que aconteceu que é desviar, deliberadamente, para a direita e ainda mais para a direita. Ele vê o Fabio a chegar e levanta o cotovelo. Ele quase cai em cima do Fabio o que o leva a perder o equilíbrio e à queda que todos vimos.”

Prosseguiu, afirmando que “nunca fui um sprinter, mas já estou no ciclismo há muitos anos para saber uma ou outra coisa sobre ciclismo. Ele não pode fazer isto. O Fabio estava à espera dos últimos 50 metros, e sem a ação do Dylan, ia passar por ele a voar. Por isso, mantenho as minhas declarações.”




Tudo isto levou a que Patrick Lefevere tenha apresentado uma queixa junto da UCI e, também, esclareceu que vai fazer o mesmo junto da polícia polaca, ou seja, o patrão da equipa belga está determinado em levar este caso até às últimas consequências. Durante a noite de ontem, Richard Plugge, dono da Jumbo-Visma, ligou a Patrick Lefevere algo que o manager considerou “uma atitude corajosa”.

Longe da equipa na Polónia, Lefevere confirmou que não deverá viajar para o leste europeu mas esteve muito atarefado em garantir um voo privado para a família e namorada de Fabio Jakobsen viajarem até Katowice, algo que estes já estão prontos para fazer de carro, onde se preparavam para enfrentar 1000 quilómetros.

Por fim, o psicólogo da equipa, Michael Verschaeve, também viajou para a Polónia, para dar o apoio psicológico necessário a todos os elementos da formação belga presentes na competição. “É um rude golpe para a equipa, deixa a sua marca mas sabemos que temos que lidar profissionalmente com pessoas treinadas para isso.”




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