Miguel Angel Lopez é um dos principais nomes no mercado de transferências neste momento, durante esta “silly season” o colombiano de 26 anos já foi apontado a 3 equipas diferentes, parecendo certo que está de saída da Astana.
Vencedor da Volta a Suíça em 2016 e da Volta a Catalunha em 2019, é nas Grandes Voltas que Lopez mais se destaca. O registo nas provas de 3 semanas é impressionante, sempre que concluiu terminou no top 10, foi 8º na Vuelta 2017, 3º no Giro 2018 e na Vuelta 2018, 7º no Giro 2019, 5º na Vuelta 2019 e 6º no Tour 2020, tendo já ganho 3 etapas, 2 na Vuelta e 1 no Tour, este ano.
O colombiano apesar de parecer consistente nos seus resultados, não o é nas suas exibições na montanha e tem grandes fragilidades no contra-relógio, que são pagas com juros a este nível. No entanto, muitas equipas gostariam de o ter, fazer top 10 numa Grande Volta, possivelmente top 5, e ainda ser uma ameaça para conquistar etapas são resultados de valia. Passemos então aos cenários que têm sido apontados relativamente ao futuro de Miguel Angel Lopez.
Ag2r Citroen Team
A primeira equipa que surgiu nos rumores, já há alguns meses. Entretanto este cenário desvaneceu, é verdade que Lopez seria líder incontestável com a saída de Romain Bardet, mas a aposta da equipa francesa recaiu nas clássicas e na contratação de Greg van Avermaet, para fazer parelha com Oliver Naesen. As fichas estão na conquista de clássicas e em vitórias de etapa nas provas de 3 semanas, até em termos orçamentais pode não haver espaço para Lopez, a formação gaulesa já tem 29 ciclistas com contrato para 2021. O colombiano teria uma equipa relativamente fraca em seu redor na montanha.
Bora-Hansgrohe
O rumor que tem durado há mais tempo e que parecia uma questão de prazos. Mas há algumas peças que não parecem encaixar, a formação alemã não tem por hábito contratar ciclistas colombianos e para suprir a saída de Rafal Majka já recrutaram Wilco Kelderman, que está a caminho do pódio no Giro. Sendo assim, será que há espaço para Lopez tendo em conta que existem Buchmann e Kelderman com provas dadas e que a aposta germânica também assenta em Lennard Kamna? Em termos numéricos parece possível, a equipa tem 25 corredores com contrato para a próxima temporada e parece uma questão de escolhas, sem dúvida que faltam ciclistas para a montanha. Será que Lopez estaria disposto a ir ao Tour trabalhar para depois liderar numa Vuelta por exemplo?
Movistar
Seria irónico uma equipa que viu grande parte do seu bloco sul-americano sair no ano passado voltar a aposta num líder colombiano. Mas uma coisa é certa, seria certamente a equipa em que Miguel Angel Lopez se sentiria mais confortável, até em termos linguísticos, tendo também os compatriotas Juan Alba e Einer Rubio confirmados para 2021. Este rumor surgiu nos últimos dias e faz sentido, a Movistar tem algum espaço orçamental pois no ano passado recrutou ciclistas com um perfil pouco mediático e ainda só tem 23 corredores confirmados para 2021, sendo provável que Lopez pedisse mais 1 ou 2 reforços da sua confiança. Valverde certamente não caminha para novo e Marc Soler ainda não dá as garantias necessárias nas Grandes Voltas, sobrando Enric Mas, que não se pode desdobrar em 3. Neste momento parece-nos o cenário mais viável.