A região de Bolonha acolheu mais uma clássica italiana, o Giro dell’Emilia, uma prova com o já muito conhecido final na Basílica de San Luca. Fuga somente composta por corredores de equipas italianas, num total de 9, onde destacamos as presenças de Giovanni Carboni, Natanael Tesfatsion e Davide Bais. Mais à frente, Ide Schelling fazia a ponte para a frente.



A 36 quilómetros, na entrada do circuito de San Luca, a fuga tinha cerca de 1 minuto e meio e quem decidiu não esperar mais foi Remco Evenepoel. Esta ofensiva do belga levou a muitos mais ataques, levando a que a fuga fosse alcançada e formando-se um grupo de elite na frente de corrida formado pelo belga da Deceuninck-QuickStep e por Clement Champoussin, João Almeida, David Gaudu, Adam Yates, Michael Woods, Jonas Vingegaard e Primoz Roglic.

A penúltima passagem pela meta fazia-se apenas com Almeida, Roglic, Woods e Yates na frente mas Evenepoel e Vingegaard muito perto, o que fez com que o belga conseguisse reentrar na descida. Sem um verdadeiro pelotão, os ciclistas estavam espalhados por toda a estrada, Dan Martin era aquele que mais se aproximava mas já a praticamente 30 segundos.



Remco Evenepoel impôs o ritmo desde o sopé da subida até ao quilómetro final, altura em que surgiu o ataque de João Almeida. Yates tentava pouco depois mas o grupo começava a entreolhar-se permitindo a reentrada de Evenepoel. O belga passou direto e sentindo o perigo, Roglic foi na sua roda, tal como João Almeida. Estávamos nos derradeiros 300 metros e Roglic sentiu que estava na hora e lançou um ataque muito forte que o português tentou responder mas sem sucesso. Poderio impressionante do esloveno da Jumbo-Visma que vencia o Giro dell’Emilia pela 2ª vez na carreira. João Almeida foi, pelo 2º ano consecutivo, 2º com Michael Woods a fechar o pódio.

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