Início da semana das Ardenas com a Amstel Gold Race a abrir as hostilidades, uma prova que contou com uma fuga composta por Tobias Ludvigsson, Martin Urianstrad, Alessandro Fedeli, Leon Heinschke, Mathias Vacek, Matteo Vercher e Ward Vanhoof. Apesar de não ter nomes importantes, a fuga nunca teve muita vantagem e ainda com 113 quilómetros por disputar já o pelotão seguia compacto, começando uma nova corrida.
Com as subidas sucessivas, aumentar de velocidade e algumas quedas, o pelotão foi-se fracionando e a 85 quilómetros da chegada já só restava um grupo de elite na frente. 16 ciclistas entre os quais já estavam Tadej Pogacar, Tom Pidcock, Alexey Lutsenko, Andreas Kron e Ben Healy. Várias equipas tinham mais que 1 elemento na frente, destacando-se a Groupama-FD com 3 mas sem nenhum dos seus líderes (David Gaudu ou Valentin Madouas).
Sem ninguém no grupo dianteiro, a Jumbo-Visma via-se obrigada a perseguir no pelotão e isso impediu que a vantagem aumentasse muito, mantendo-se por volta dos 30 segundos. Bahrain-Victorious também ajudou na perseguição, só que uma nova queda no pelotão voltava a estragar a perseguição. Na frente, o grupo manteve-se unido até aos 38 quilómetros finais, com Pidcock a lançar um ataque que apenas Pogacar e Healy conseguiram responder. Corrida totalmente partida e diferenças muito curtas que prometiam animação para os derradeiros 30 quilómetros.
A união no trio não durou muito, já que a 28 quilómetros da chegada, no Keutenberg, Pogacar decidiu que estava na hora de fazer a diferença. O esloveno não tinha rivais e partia a mais um solo épico que só viria a terminar na meta em Berg-en-Teblijt. Na penúltima passagem pela meta a vantagem já era de 30 segundos. Logo após a passagem pela meta, Healy atacava Pidcock e ia em busca do 2º lugar final.
Até ao final não existiram alterações, Pogacar pôde celebrar o 11º triunfo da temporada, alargando ainda mais a sua vantagem como ciclista mais vitorioso do ano. Healy foi 2º a 38 segundos e Pidcock completou o pódio a já 2:14, depois de ter conseguido aguentar a pressão final de Kron e Lutsenko.