A Volta a Portugal entrou na 8ª etapa, a penúltima de montanha da prova, com tudo em aberto, e tal como em dias anteriores o início da tirada foi bastante rápido e destacou-se uma fuga relativamente grande. Nesse elemento estavam Tiago Antunes e Henrique Casimiro, os maiores perigos para a classificação geral dentro de um grupo com praticamente 20 unidades, entre corredores que procuravam metas volantes como Luís Gomes ou pontos para a montanha como Rafael Silva e Bruno Silva da Antarte-Feirense.
No pelotão desta vez era a Efapel a controlar as operações, mantendo este grupo a cerca de 5 minutos, uma margem confortável. Foi na subida de Torneiros, das mais duras desta Volta a Portugal, que a situação de calterou. Vários ciclistas perderam contacto com o grupo dianteiro e Carlos Salgueiro atacou bastante forte, passando na frente no alto, diante de um grupo perseguidor onde o Louletano trabalhava.
No grupo principal a W52-FC Porto decidiu rebentar por completo a corrida e restaram apenas 9 ciclistas: João Rodrigues, Joni Brandão, Amaro Antunes, Frederico Figueiredo, Mauricio Moreira, António Carvalho, Abner Gonzalez, Alejandro Marque e Alvaro Trueba, passando no alto a 3 minutos do líder isolado. Carlos Salgueiro foi apanhado a 30 kms da meta por um grupo que a 15 kms da meta seguia com 2:15 sobre o grupo dos favoritos e 4:30 para o grupo do camisola amarela.
Na Serra do Larouco alguns corredores bem tentaram, mas a Tavfer-Measindot-Mortágua foi controlando através de Gaspar Gonçalves para Tiago Antunes. A 3 kms da meta houve um ataque forte de Kyle Murphy, com o norte-americano a ter a perseguição directa de José Felix Parra. No entanto, nem o espanhol nem mais ninguém conseguiu alcançar o experiente corredor da Rally Cycling, que assim somou o 2º triunfo nesta Volta a Portugal, o 3º da equipa na “Grandíssima”. A Rally Cycling que no início da semana apenas tinha 1 triunfo em 2021, hoje também ganhou com Colin Joyce na Volta a Dinamarca.
Entre os favoritos um primeiro ataque de Joni Brandão deixou Abner Gonzalez e António Carvalho para trás, depois Alejandro Marque cedeu ao ritmo da W52-FC Porto. No entanto, foi novamente Mauricio Moreira a colocar na estrada toda a sua capacidade de explosão para ganhar alguns segundos a Joni Brandão, Frederico Figueiredo e Amaro Antunes. A camisola amarela passa agora para o corpo de Amaro Antunes, perseguido por Frederico Figueiredo e Alejandro Marque de perto.
Foto: UVP-FPC