Neste 3º grande dia de Campeonatos Nacionais o grande atractivo estava mesmo na Península Ibérica. Sobre o que se passou em Vila Velha de Ródão já falámos hoje de manhã, portanto é altura de nos focarmos nos “nuestros hermanos”.




A corrida decorreu em Busot, num percurso de 32 kms, uma quilometragem parecida a Portugal. A prova estava em aberto e era uma grande incógnita, a Movistar não levou nenhum nome grande, Jonathan Castroviejo (campeão em 2017, 2018 e 2019) também estava ausente, assim como Luis Leon Sanchez. Só Ion Izagirre poderia repetir uma conquista de título nacional de contra-relógio, e foi precisamente isso que aconteceu.

O basco da Astana recuperou na fase final face a David de la Cruz para recuperar uma camisola que já tinha sido sua em 2016. O final foi dramático, a diferença entre os 2 cifrou-se em apenas 0,08 segundos, num evento com mais de 40 minutos. O jovem Carlos Rodriguez foi 3º e Raul Garcia Pierna o 4º, 2 belas surpresas que estavam fora do top 5 no intermédio. Nesse ponto o 3º era Xabier Azparren, que ia acabando fora do top 10, numa quebra muito grande.

A surpresa das surpresas aconteceu em Itália. O jovem Matteo Sobrero, que recentemente fez excelentes exibições na Volta a Eslovénia bateu com clareza os super favoritos Filippo Ganna e Edoardo Affini. Sim, leram bem. O contra-relógio foi dos Nacionais mais longos, com cerca de 45 kms e Sobrero venceu com o tempo de 58:40, ele que passou para a frente no ponto intermédio dos 26,3 kms. Aí a luta estava entre os 4 primeiros, separados por 12 segundos.




Só que o jovem da Astana colocou toda a gente bem longe nos 20 kms finais, abrindo 25 segundos para Affini, 41 para Cattaneo e 52 segundos sobre Filippo Ganna, o campeão do Mundo em título, que ainda no último Giro ganhou os 2 contra-relógios em disputa. Ganna volta a demonstrar a sua irregularidade em 2021 e que é um corredor claramente vulnerável em distâncias mais longas.

Em relação a Sobrero, vamos colocar os factos em perspectiva, é a primeira vitória da carreira do jovem transalpino, que em 2021 se transferiu para a Astana. Sim, tem alguns bons resultados em contra-relógios, nomeadamente no esforço individual de Milão, mas ninguém estava a adivinhar este desfecho para a camisola tricolor.

No lado feminino Mavi Garcia não deu hipóteses e conquistou o seu 3º título em 4 anos, deixando Sara Martin a 30 segundos, ela que repetiu o 2º posto no ano transacto. Lourdes Oyarbide (campeã de 2017) foi a 3ª.




Outro importante título nacional de contra-relógio foi atribuído em Itália, onde Elisa Longo Borghini simplesmente arrasou a concorrência, colocando 1:10 em Soraya Paladin e 1:58 em Tatiana Guderzo, naquele que foi o 5º título nacional contra o cronómetro na carreira da ciclista da Trek-Segafredo.

Também houve Nacionais na Croácia, Finlândia e Bielorussia, com triunfos de Toni Stojanov, Matti Hietajarvi e Stanislau Bazhkou, respectivamente. Christine Majerus ganhou um contra-relógio em estilo prólogo no Luxemburgo, com 9,8 kms, enquanto o título de estrada no Equador ficou para Jefferson Cepeda, corredor da Androni Giocattoli, diante de Byrom Guama e Jorge Montenegro.

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