Barrigada de ciclismo por esta Europa fora com um grande domingo! Várias dezenas de campeões nacionais foram coroados, sendo que a Jumbo-Visma e a Bora-Hansgrohe foram as equipas que somaram mais títulos, 3 cada uma.
Na Bélgica, e num percurso sem muitas dificuldades, foi numa das poucas dificuldades, já dentro dos 30 quilómetros finais que tudo se decidiu. Remco Evenepoel atacou, levando consigo Wout van Aert e Edward Theuns. O pelotão, com muitos sprinters, nunca esteve muito longe mas a vitória jogou-se na frente. Evenepoel tentou nas pequenas subidas que existiam pelo caminho mas foi ao sprint que Wout van Aert conquistou, de forma milimétrica, o título nacional belga à frente de Theuns e Evenepoel.
Ao lado, na Holanda, a Jumbo-Visma fez valer a sua superioridade numérica, isolou desde cedo Mathieu van der Poel e isso foi fatal para as aspirações do corredor da Alpecin-Fenix. Com 4 homens na frente, a equipa holandesa tinha vantagem e, à vez, os ciclistas foram atacando. Quem teve a “sorte” do seu lado foi Timo Roosen que, no final, pôde celebrar no topo do famoso VAM-berg. Sjoerd Bax foi 2º e Oscar Riesebeek 3º. O terceiro título nacional da Jumbo-Visma foi conseguido na Noruega, por intermédio de Tobias Foss.
A Bora-Hansgrohe foi a outra equipa ganhadora do dia. Pelo 10º ano, a família Sagan mantém o título nacional da Eslováquia em sua posse, desta vez com Peter Sagan a celebrar o 7º título nacional, com uma margem superior a 3 minutos! A correr em casa, na Alemanha, a equipa germânica lutou contra a Intermarché-Wanty, num 3 vs 2 nos quilómetros finais. O mais forte foi Maximilian Schachmann, o 2º da carreira. Jonas Koch e Georg Zimmermann fecharam o pódio. O derradeiro título foi conquistado na Áustria, com Patrick Konrad a vencer isolado o seu 2º título à frente de Marco Haller e Patrick Gamper.
Na França, debaixo de muita chuva, e num percurso bastante duro, onde Julian Alaphilippe era um dos grandes favoritos tivemos uma corrida muito animada. Uma numerosa fuga formou-se cedo, todas as grandes equipas estavam representadas e isso foi fatal para o seu sucesso. Com um ataque a 15 quilómetros do fim, Remi Cavagna deu um pontapé na frustração do contra-relógio para conquistar um importante título nacional. Rudy Molard foi 2º e Damien Touzé completou o pódio.
Ao lado, em Espanha, e logo pela manhã, viu-se uma prova com muito espetáculo. Com a fuga alcançada a mais de 50 quilómetros do fim, os ataques foram constantes, com Pello Bilbao a ser um dos principais animadores. Com superioridade numérica (4 corredores na frente), a Astana controlou as operações, fazendo um trabalho que se pensava ser para Alex Aranburu. E até era, no entanto o basco não aguentou o ritmo do seu lançador Omar Fraile que, fez os 500 metros finais na frente, tendo energia suficiente para conquistar uma vitória folgada. Jesus Herrada foi 2º e Aranburu 3º.
Na última grande nação do ciclismo, em Itália, a organização brindou os ciclistas com um percurso em Imola, muito idêntico aos Mundiais do ano passado. Sonny Colbrelli mostrou que a forma do Dauphiné não foi um acaso, subiu com os melhores e, no final da última subida, ficou com Fausto Masnada. Os dois foram juntos até à meta e, na chegada, Colbrelli venceu facilmente o seu 1º título nacional da carreira.
Entre ciclistas do World Tour, vimos triunfos de Toms Skuijns na Letónia, Ignatas Konovalovas na Lituânia, Ignatas Konovalovas na Lituânia, Kevin Genits no Luxemburgo e Matej Mohoric na Eslovénia. Por fim, destaque para as vitórias de Silvan Dillier na Suíça, Maciej Paterski na Polónia, Mihkel Raim na Estónia, Michael Kurkle na República Checa, Joonas Henttala na Finlândia e Artem Nych na Rússia.