A maioria das equipas World Tour encontra-se neste momento em Espanha nos habituais estágios de pre-época, uma dessas formações é precisamente a Deceuninck-Quick Step do português João Almeida. E nos estágios geralmente há sempre lugar a uma conferência de imprensa, onde os líderes das equipas desvendam parte da sua programação para a época seguinte.




Foi isso que aconteceu hoje em Altea com a formação belga e o mais expansivo nas explicações foi Remco Evenepoel. O jovem prodígio desvendou que a sua recuperação não correu propriamente como esperado. “Tenho uma surpresa para vocês. Houve algumas dificuldades e a recuperação não correu como esperado, faz tudo parte do processo de reabilitação e para ser honesto não sei quando voltarei à competição.”

A queda no Giro di Lombardia onde Evenepoel fracturou a pélvis ainda faz mossa, “tive alguns pequenos problemas e não me senti confortável na bicicleta. Tenho alguma dor na área onde as fracturas foram, portanto, sentar-me num selim durante algumas horas é complicado.” O belga teve um início de época fulgurante em 2020 e não poderá repetir a façanha em 2021.




“O corpo vai dar as respostas, não estou a treinar na bicicleta há algumas semanas, estou a seguir um programa individual que inclui caminhadas e natação e queremos estar a 100% na bicicleta em Fevereiro. Talvez tenhamos sido demasiado ambiciosos com a recuperação. O objectivo é estar prontos e em plena forma no Giro, mas ainda não existe um planeamento delineado para antes disso.”

E se o Giro parece reservado para Remco Evenepoel, o Tour é claramente de Julian Alaphilippe (por agora) na Deceuninck-Quick Step, o plano de João Almeida é atacar a Vuelta com uma equipa construída também a pensar nele. O projecto é de continuidade depois de um Giro fenomenal, onde andou mais de 2 semanas de camisola rosa e acabou no 4º posto da classificação geral.




O ciclista português de 22 anos tem contrato até ao final de 2021 e deverá ter um calendário bastante preenchido na parte inicial da época (entre clássicas e provas de 1 semana), antes de pensar na Vuelta no 2º semestre do ano. “O que fiz no Giro do ano passado foi muito bom, mas já ficou para trás. Agora há mais pressão e exigência e eu sou o primeiro a exigir mais de mim próprio.”, mencionou João Almeida na apresentação.

Fontes: Cyclingnews e Record.

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