Nem todos os dias vemos o camisola amarela entrar numa fuga, e nada mais nada menos que Mathieu van der Poel o fazer. Sabendo de antemão que iria perder a liderança uma vez que hoje teríamos a primeira chegada em alto do dia, o holandês foi para a frente de corrida com Claudio Imhof, Sergio Samitier e Hermann Pernsteiner.
Com o aproximar das subidas a diferença foi diminuindo e, à entrada de Erschmatt, a pouco mais de 25 quilómetros do fim, a aventura da escapada chegava ao fim. Antwan Tolhoek foi o primeiro a mexer, chegou a ter 15 segundos de vantagem, mas quem conseguiu fazer diferenças foi Esteban Chaves.
O pequeno colombiano atacou forte, ultrapassou o holandês e foi abrindo uma vantagem considerável para o grupo dos favoritos, onde era Eddie Dunbar quem fazia todo o trabalho de perseguição. Com a vantagem já nos 55 segundos, a 18600 metros do fim, Jakob Fuglsang decidiu atacar, espevitando todo o grupo. Estas mexidas fizeram a vantagem de Chaves cair para os 35 segundos no topo da subida.
Com uma descida impressionante, Fuglsang chegou a Chaves, que teve uma saída de estrada a meio da descida. Os dois mantiveram-se juntos até aos 5400 metros finais, quando o colombiano não aguentou mais o ritmo. Vendo a vantagem a aumentar, Richard Carapaz mexeu-se entre os favoritos a 4500 metros. Com um ritmo impressionante, ninguém o conseguiu acompanhar e, num instante, passou Chaves e chegou a Fuglsang.
Atrás, os ataques foram constantes, mas ninguém conseguia sair do grupo. A diferença era já grande, a vitória estava na frente. Confiante das suas capacidades, Fuglsang arrancou a 200 metros do fim, Carapaz nunca sentiu dificuldades e nos metros finais usou a energia que ainda tinha para ultrapassar o corredor da Astana e conseguir o triunfo.
A 39 segundos chegou o grupo dos restantes favoritos, onde estavam apenas 6 ciclistas, com Michael Woods em 3º conseguindo importantes bonificações. Carapaz é o novo líder da Volta a Suíça, com 26 segundos de vantagem para Fuglsang e 38 para Schachmnn.