Primeiro dia de Volta à Belgica, com um circuito final complicado e que causava incerteza quanto ao vencedor. Uma etapa de 175.3 km a ligar Beveren a Maarkedal, era o que esperava os corredores, na abertura da 91.ª edição da prova. Tendo em conta o alinhamento das equipas à partida, apenas dois ciclistas já conseguiram vencer a geral desta competição: Evenepoel e Philippe Gilbert.


A fuga começou a formar-se logo desde o quilómetro zero, com vários ataques em catadupa e o pelotão a permitir a abertura do espaço. Acabaram por ficar na frente 8 corredores: Tom Wirtgen, Robbe Ghys, Arne Marit, Thijs Aerts, Gianni Marchand, Julien Van den Brande, Yoeri Havik e Van Schip. A vantagem para o pelotão foi sempre curta, nunca ultrapassando os 4 minutos. O pelotão era controlado pelas equipas da Deceuninck-Quick Step e Lotto Soudal.

Lampaert e Gilbert impunham um ritmo mais forte no pelotão, até que Remco Evenepoel decidiu acelerar a 32 km do fim, seguido por Campenaerts, Caleb Ewan, Ide Schelling e Bryan Coquard. Já dentro do circuito final, o pelotão ficava assim fracionado em vários grupos devido ao ataque do belga, enquanto que na frente, as dificuldades impostas faziam a seleção do grupo.


Da fuga original, ficavam apenas Ghys, Gianni Marchand, Van Schip e Tom Wirtgen, alcançados por Evenepoel e Campenaerts. O corredor da Deceuninck era o único que trabalhava no grupo. Os puros sprinters ficavam todos para trás. A 15 km do fim, a vantagem continuava pequena, de apenas 35 segundos para o pelotão, mas teimava em não baixar. Evenepoel amealhou os 9 segundos de bonificação e Campenaerts somou 6s, no “Golden Km”, o que poderá ser importante para as contas da geral final.

A equipa Alpecin-Fenix era a mais inconformada com a situação de corrida, colocando vários homens na frente para anular a vantagem do quarteto. A 6km do fim, Campenaerts despedia-se da frente, devido a cãibras nas pernas. Evenepoel manteve um ritmo forte e acabou mesmo por alargar a vantagem para quem perseguia, a vitória estava na dianteira.



Evenepoel não conseguiu descartar os seus companheiros na subida final, em Berg ten Houte, e estes mantiveram-se na roda de Remco até aos metros finais. A 300m da meta, Marchand lançava o sprint, com resposta imediata de Ghys e de Remco. O ciclista Robbe Ghys acabou mesmo por surpreender e de alcançar o seu primeiro triunfo de sempre como profissional e o primeiro da temporada para a Sport Vlaanderen-Baloise. Uma vitória muito importante e saborosa para a formação belga, que se encontra a correr em casa. Evenepoel foi segundo e Marchand finalizou no último lugar do pódio. Apesar de não ter vencido, o corredor da Deceuninck é o primeiro líder da prova devido às bonificações que somou, e deixou bem claras as suas intenções de levar de vencida a classificação geral da Volta à Bélgica.

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