A etapa 6 da Volta à Suiça trazia novas dificuldades aos corredores. Duas primeiras categorias e depois uma longa descida até à derradeira subida final, num trajeto de 130 quilómetros. Seis corredores não apareceram à partida para a etapa, incluindo Mathieu Van der Poel e Lucas Hamilton.
Foram vários os ataques para formar uma fuga, mas nunca com sucesso. Os ataques bem-sucedidos chegaram apenas a 60km do fim, com vários corredores a saírem do pelotão. À entrada para a subida mais longa do dia, Lukmanierpass, com 18.2km a 5.6% de pendente média, cerca de 35 corredores seguiam destacados. A equipa Emirates era a mais representada com quatro elementos, com Rui Costa, Ryan Gibbons, David de la Cruz e Marc Hirschi. Houve ainda alguns elementos que tentavam chegar à frente, pois todas as equipas queriam estar no primeiro grupo, mas que ficaram entre o pelotão e a dianteira. Soren Kragh Andersen e De la Cruz atacavam na frente e procuravam a glória, contudo o espanhol aborreceu-se e decidiu partir a solo.
O trabalho no pelotão era feito pela Ineos Grenadiers, sem grandes preocupações quanto ao desfecho da etapa, visto que os elementos destacados na frente não apresentavam ameaça à camisola de liderança de Richard Carapaz. Lá na frente, Antwan Tolhoek, Neilson Powless, Fred Wright e Matteo Fabbro tentavam aproximar-se de De la Cruz. No entanto, não foram eficazes na perseguição. Pernsteiner, Andreas Kron e Rui Costa alcançavam o espanhol da Emirates, a 6km do fim.
Os três chegaram e ultrapassaram David de la Cruz, e seguiram até ao momento do sprint final. Pernsteiner tentava a sua sorte, pois Kron e Rui Costa tinham uma melhor ponta final que o austríaco da Bahrain-Victorious. Rui Costa foi quem acelerou de forma mais intensa e colocou-se na frente de Kron, batendo o dinamarquês da Lotto Soudal. No final, Kron protestou e os comissários acabaram por entender que Rui Costa tinha cometido uma infração no seu sprint, relegando o português para o segundo lugar. No entender dos mesmos, Rui mudou a trajetória, resultando num movimento perigoso para o seu adversário.
O grupo do líder chegou a 2m49s. Na classificação geral individual, Richard Carapaz mantém a liderança da prova, com 26s de vantagem para Jakob Fuglsang e 38s para o alemão Maximilian Schachmann. Rui Costa subiu ao 10.º posto da geral, a 3m37s do equatoriano.