Primeira etapa em linha da Vuelta a Espanha e segundo dia da competição pelos Países Baixos. Bem cedo, Julius van den Berg, Xabier Azparren, Jetse Bol, Thibault Guernalec e Pau Miquel saltaram para a frente de corrida e, ao contrário do que acontece normalmente, o pelotão nunca deu muita margem à escapada. Sempre com a Alpecin-Deceuninck na perseguição, a vantagem foi sempre curta e a 59 quilómetros do fim, a fuga era alcançada. Para trás ficava a única contagem de montanha com Van den Berg a passar na frente.
Um período de maior acalmia levou ao ataque de Luis Angel Mate a 45 quilómetros do fim. O veterano espanhol animou a parte final da etapa, a Alpecin-Deceuninck não saía do comando do pelotão e, quando entendeu, apanhou o ciclista da Euskaltel-Euskadi, fazendo-o a 21 quilómetros da chegada. O sprint intermédio e bonificado aparecia logo de seguida, com Mads Pedersen a ser o mais rápido.
Aos poucos, o pelotão foi aumentando a velocidade, começou a sentir-se a tensão, não só devido à alta rotação mas também devido às muitas curvas que aconteceram nos derradeiros 5 quilómetros. A INEOS controlou o grupo até ao quilómetro final, as equipas dos sprinters estavam escassas de homens de trabalho.
Já na reta da meta, Trek-Segafredo e BORA-hansgrohe apareceram lado a lado, Danny van Poppel trouxe Sam Bennett, o irlandês aguentou até ao momento certo e, com um sprint que há muito não víamos, conseguiu o triunfo, uma vitória muito importante para si. Pedersen foi 2º e Tim Merlier completou o pódio. Mike Teunissen foi 4º e é o novo líder da Vuelta, mantendo a liderança na Jumbo-Visma.