Grande etapa em perspectiva n’O Gran Camiño, dia de alta montanha, onde os trepadores tinham que fazer diferenças e dar luta a Derek Gee. O início mais acessível de etapa impediu que se formasse uma fuga e, a alta velocidade, o pelotão ainda disputou o primeiro sprint intermédio, onde Magnus Cort somou 3 segundos de bonificação, aproximando-se perigosamente de Gee. Mais de 50 quilómetros ultrapassados e ainda não existia fuga, apesar dos muitos ataques. Foi com muita insistência que um grupo se conseguiu solidificar na frente, com nomes como Pedro Silva, Lucas Lopes e Xavier Cañellas em representação das equipas portuguesas.

A Israel-Premier Tech nunca entrou em pânico, sempre no controlo das operações e, no Alto Catroventos a fuga foi alcançada. Seguiram-se muitos ataques e um grupo perigoso com Johannes Kulset e Mauri Vansevenant, entre outros, andou algum tempo na frente. Foi na subida para o Alto a Pitinidoira que a corrida se decidiu. O grupo anteriormente referido foi apanhado e, a ritmo, Derek Gee foi deixando os seus rivais para trás. O camisola amarela quebrou com a resistência de todos menos Sergio Chumil.



O campeão guatemalteco cerrou os dentes, aguentou o ritmo forte de Gee e, seguiram-se 15 quilómetros na roda. Atrás, Jefferson Cepeda e Davide Piganzoli organizaram-se, chegaram a estar muito perto no entanto Gee sozinho manteve o duo na frente. No final, em ligeira subida, Gee lançou o sprint da frente mas Chumil, que esteve sempre na roda, tinha a pontinha de energia extra, para conquistar o triunfo, o maior da sua carreira. Piganzoli foi 3º a 18 segundos, Cepeda chegou a 19 e a 41 o grupo de Magnus Cort, que se defendeu com unhas e dentes. Jesus David Peña foi o melhor das equipas nacionais, num impressionante 5º lugar.

Na classificação geral, Derek Gee é mais líder d’O Gran Camiño, com 37 segundos de vantagem para Piganzoli e 49 para Cort. Jesus David Peña é 12º a 2:50, a 36 segundos do top-10.

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