É muito, muito raro uma equipa não ter qualquer saída do plantel de uma temporada para outra. Segundo o Wielerflits, site belga, isso aconteceu apenas 1 vez no World Tour desde 2000, na Lotto-Domo em 2003. A Deceuninck-Quick Step está muito perto de conseguir isso, após várias renovações apenas falta Bob Jungels prolongar o contrato e está feito o plantel de 28 corredores para 2021.



Patrick Lefevere já manifestou a vontade de ficar com o luxemburguês, mas aproveitou os últimos dias para fazer uma espécie de ultimato ao vencedor da Liege-Bastogne-Liege 2018. “É uma escolha consciente, como dizem, em equipa que ganha não se mexe e aproveitámos que apenas alguns ciclistas ficavam sem contrato”, referindo-se a Yves Lampaert, Dries Devenyns, Iljo Keisse e Mikkel Honoré.

“Não queremos perder o Bob Jungels, mas tudo tem os seus limites, tenho de me manter razoável. Nunca gastei dinheiro que não tenho e vou continuar a fazê-lo”, aludindo ao facto de Jungels estar a fazer exigências salariais incomportáveis. Em 2019 Jungels começou bem a época nas clássicas e depois o seu rendimento quebrou muito, segundo Lefevere o luxemburguês fez erros na sua alimentação, daí a quebra abrupta.



Caso Jungles renove com a formação belga, esta não sofrerá saídas, mas poderá ter entradas, o seu responsável deixou em aberto a possibilidade de ter 30 ciclistas no plantel, o que significaria 2 ou 3 contratações. Pelo discurso apresentado esses reforços, a entrar, seriam com um custo salarial relativamente reduzido.

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