Para terminar a sequência de clássicas em Itália, tempo para o Giro dell’Emilia. Uma prova marcada pela subida à Basílica de San Luca, dificuldade que é passada por 5 vezes no seu final. Após um início muito rápido, marcado por muitos ataques, uma fuga numerosa formou-se com Danilo Wyss, Giovanni Visconti, Andrea Garosio, Philipp Walsleben, Manuel Senni, Felix Dopchie, Óscar Quiroz e Dario Puccioni.



Este grupo numeroso foi ganhando minutos atrás de minutos, entrando com praticamente 6 minutos de vantagem para o circuito final em Bolonha, circuito esse com um total de 45 quilómetros e onde constavam as 5 passagens pela subida de San Luca. Astana, Trek-Segafredo e Bora-Hasngrohe controlavam as operações no pelotão.

Na primeira passagem pela meta, Garosio atacou, ganhou uma pequena margem e, na segunda passagem tinha já a companhia do seu colega de equipa Visconti. Mais atrás, no pelotão, o grupo partiu-se na descida com Giulio Ciccone, João Almeida, Eddie Dunbar, Harold Tejada e Floris de Tier a ganharem uma pequena vantagem para o resto do grupo.



Sendo este um grupo perigoso, o pelotão nunca deu grande margem e, após nova passagem pela meta, nomes como Jakob Fuglsang, Diego Ulissi, Aleksandr Vlasov e Vincenzo Nibali faziam a ponte. Em nova passagem pela meta, João Almeida destacou-se do reduzido grupo de favoritos e, foi já em nova escalada ao Santuario de San Luca que ultrapassou o duo da Vini Zabu.

O português entrava nos derradeiros 10 quilómetros com 30 segundos para o grupo perseguidor onde era Ciccone quem trabalhava e onde já só estavam Nibali, Fuglsang, Vlasov, Ulissi, Bagioli e Dunbar. A descida que se seguiu foi feita muito rapidamente até os ciclistas voltarem a San Luca para a derradeira subida e os últimos 2 quilómetros. João Almeida entrava com 35 segundos de avanço.



Ciccone entrou a todo o gás no grupo perseguidor na subida final mas rapidamente abriu para o lado, levando a um ataque de Aleksandr Vlasov, ao qual Andrea Bagioli respondeu. Este duo abriu, logo, um bom espaço e começaram a aproximar-se do português. O ritmo de Vlasov era outro, deixando Bagioli para trás à entrada do quilómetro final e, chegando a 600 metros do fim à roda de João Almeida. O russo não só chegou como ultrapassou que nem uma bala o português que tinha desacelerado um pouco, talvez tentando depois colar-se na roda do russo. Esta desacelerar foi fatal e a vitória estava entregue ao russo da Astana. João Almeida fechava num fabuloso 2º lugar, com Diego Ulissi a completar o pódio.

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