A Dwars door Vlaanderen tinha uma excelente lista de participantes que prometia muito espectáculo na antecâmara do Tour des Flandres. Rui Oliveira, Alex Kirsch, Johan Jacobs e Piet Allegaert não alinharam à partida, Danny van Poppel e Alberto Bettiol abandonaram muito cedo. Não houve propriamente uma fuga a ganhar muito tempo, houve um grupo de 8 elementos que foi anulado naturalmente pelo início dos ataques, principalmente quando Wout van Aert fez uma primeira aceleração. Após alguma hesitação saíram Mikkel Bjerg e Rasmus Pedersen, com perseguição mais tarde de Joshua Tarling, Neilson Powless e Fabio van den Bossche, quando se formou o quinteto havia 1 minuto de diferença

A corrida mudou completamente quando a Visma decidiu fazer um ataque colectivo nos ventos laterais mesmo antes do Berg Ten Houte, o pelotão esticou todo, Dylan van Baarle abriu para o lado e lá foram Tiesj Benoot, Wout van Aert e Matteo Jorgenson à procura da frente da corrida. O trio de “abelhas” rapidamente chegou lá e numa fase inicial apenas Tarling cedeu, no entanto na subida seguinte somente Powless acompanhou o ritmo da Visma e a partir daí começou mesmo a colaborar. O grupo perseguidor era pequeno, cerca de 30 elementos e a cada dificuldade mais ciclistas cediam, inclusivamente Jasper Philipsen, que ficou completamente a pé.




A diferença rondou os 10/20 segundos durante muito tempo, só que depois disparou para 40 segundos com a desorganização que se vivia, nenhuma formação tinha mais de 3 elementos e não havia uma perseguição coordenada. Isso acontecia também porque no grupo perseguidor havia Dylan van Baarle, Mikkel Honoré e Marijn van den Berg a perturbar o trabalho, finalmente a 20 kms da meta conseguiram sair Mads Pedersen, Tibor del Grosso, Stefan Kung, Alec Segaert, Arjen Livyns e Dries de Bondt, que passaram de 50 para 40 segundos a 10 kms do final.

A aproximação ficou por aí porque a Visma continuou a trabalhar com Powless e apostou todas as fichas no sprint de Wout van Aert. Jorgenson e Benoot testaram um comboio, Wout van Aert arrancou, só que Neilson Powless resistiu na roda e ultrapassou o belga nos 100 metros finais, quase que replicando o que Ian Stannard fez na Omloop het Nieuwsblad contra 3 elementos da Quick-Step. A Visma olhou à distância para uma vitória fugir por entre os dedos, Wout van Aert foi 2º, Tiesj Benoot 3º e Matteo Jorgenson 4º, a equipa holandesa confiou no sprint de Wout van Aert e a desilusão foi visível.

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