Um dos grandes atractivos do UAE Tour era a perspectiva de um primeiro grande duelo em 2023 entre Remco Evenepoel e Tadej Pogacar que no entanto já não vai acontecer. Isto porque o esloveno, que tinha previsto começar a temporada no UAE Tour, afinal não vai marcar presença na corrida que é uma das mais importantes da época para o grande patrocinador da equipa.
Tadej Pogacar, vencedor do Tour em 2021, tem como um grande objectivo deste início de ano andar bem nas clássicas da Primavera e foi precisamente com esse propósito que mudou o seu calendário e a sua preparação. Em vez de começar dia 20 de Fevereiro no UAE Tour, vai antes alinhar na Jaen Paraiso Interior a 13 de Fevereiro e na Vuelta a Andaluzia de 15 a 19 de Fevereiro. Contará na clássica espanhola com a ajuda de Trentin, Wellens, Covi e Hirschi e na prova por etapas com o bloco que o deverá acompanhar em muitas corridas deste género: Rafal Majka, Domen Novak, George Bennett, Alessandro Covi, Tim Wellens e Sjoerd Bax.
Se na Clasica Jaen ainda não há mais grandes nomes confirmados (Rota e Kron poderão ser os maiores rivais), a Vuelta a Andaluzia tem uma lista de participantes de luxo, com Enric Mas, Ruben Guerreiro, Mikel Landa, Jack Haig, Dylan Teuns, Tao Hart, Carlos Rodriguez ou Egan Bernal e será certamente um belo teste ao momento de forma do esloveno. Esta não é uma alteração drástica ao calendário, Pogacar em 2020 já tinha feito a Volta à Comunidade Valenciana antes do UAE Tour e desta forma fará uma corrida mais próxima do seu local de residência habitual e que terá certamente mais animação e variedade do que as jornadas nos Emirados Árabes Unidos.
Atenção que o UAE Tour continua a ser uma corrida muito importante para a UAE Team Emirates, é sempre bom mostrar a sua valia e justificar o investimento feito na modalidade em casa. Para isso o líder será Adam Yates e é uma prova da confiança no britânico, que foi o vencedor em 2020 e 2º atrás de Tadej Pogacar em 2021 e 2022. No papel o seu grande rival será Remco Evenepoel, sendo que há alguns nomes a correr por fora, casos de Sepp Kuss, Thomas Gloag, Pello Bilbao ou Emanuel Buchmann.