Curta etapa de montanha e mais um dia feito a todo o gás! A Lotto-Dstny atacou logo a abrir com Victor Campenaerts e Jasper de Buyst, mas a Lidl-Trek mostrou logo que estava com intenções de controlar durante a subida para Giulio Ciccone. A aventura dos belgas não durou muito, também a UAE Team Emirates ajudou na perseguição e ninguém conseguiu escapar e, no topo do Ballon d’Alsace, Ciccone somava mais 5 pontos.



A toda a velocidade, seguiu-se a descida e acontecia o pior para Carlos Rodriguez. Bem na frente do pelotão, o espanhol ia ao chão, ficando bastante mal tratado e demorando algum tempo até recolar no grupo principal. Tudo isto provocou cortes, Jonas Vingegaard chegou a estar na fuga do dia, até que a 90 quilómetros do fim decidiu abdicar, dando liberdade aos restantes ciclistas.

Estava formada a fuga do dia, composta por Tom Pidcock, Stefan Kung, Neilson Powless, Julian Alaphilippe, Mikel Landa, Giulio Ciccone, Mattias Skjelmose, Mads Pedersen, Mathieu van der Poel, Ion Izagirre, Axel Zingle, Krists Neilands, Warren Barguil, Maxim van Gils e Mathieu Burgaudeau. Seguia-se o Col de la Croix des Moinats e o pelotão explodiu, com a Bora-hansgrohe a acelerar muito no pelotão, atacando com 4 ciclistas e reduzindo o tamanho do grupo, algo que não durou até ao topo da subida onde Ciccone voltou a somar mais 5 pontos.



As diferenças eram curtas, na frente apenas restavam Pidcock, Ciccone, Skjelmose, Neilands, Barguil e Van Gils, e do pelotão, no Col de Grosse Pierre, saíam Valentin Madouas, Rigoberto Uran, Kevin Vermaerke, Chris Harper e Thibaut Pinot. Tudo isto serviu para levar Pinot à frente, o gaulês foi o único a chegar ao grupo de Ciccone até ao topo da montanha. O pelotão estava a 1 minuto, com a UAE Team Emirates a assumir o comando das operações. Os restantes elementos da fuga também fizeram a junção e a corrida manteve-se com a situação inalterada até ao início do Petit Ballone, onde Pinot partiu para a sua aventura em solitário.

A correr nas suas estradas, o francês levou o público à loucura! Pinot ainda passou a subida na frente no entanto na subida ao Col du Platzerwasel viu Pidcock e Barguil juntarem-se à frente. A 5 quilómetros do topo começavam as medidas lá atrás e Jonas Vingegaard, Tadej Pogacar e Félix Gall fizeram a ponte para a frente, depois de Pogacar ter aberto as hostilidades no grupo dos favoritos.




Este grupo de 6 esteve pouco tempo unido, até Gall decidir atacar e ficaram apenas os favoritos na frente. Gall também foi quem acelerou assim que chegou aos primeiros colocados. Sem grande entendimento na frente, os irmãos Yates que não estavam assim tão longe conseguiram reentrar na frente de corrida e, tendo o seu pódio assegurado Adam começou a trabalhar em prol de Pogacar.

Tudo se decidiu ao sprint e a lógica imperou. Pogacar foi o mais rápido, voltando às boas exibições e assegurando o 2° triunfo neste Tour. Gall foi 2° e Vingegaard 3°, sendo o virtual campeão do Tour. No top 10 houve 3 alterações, com Simon Yates a subir a 4° por troca com Carlos Rodriguez. Sepp Kuss ficou afetado na mesma queda e saiu dos 10 mais com Gaudu a subir a 9° e Martin a 10°.

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