Foto: CORVOS

14 de Maio de 2019 é uma data marcante na carreira de Tom Dumoulin. Desde a queda ocorrida na 4ª etapa do Giro, que forçou o holandês ao abandono, o rendimento de Tom Dumoulin nunca mais foi o mesmo. A lesão no joelho levou-o a deixar também o Dauphine mais cedo, a abdicar do Tour e não faria mais nenhuma corrida nesse ano, depois de ter ganho o Giro em 2017 e ter feito 2º no Tour e no Giro em 2018.



2020 marcou uma mudança de rumo e de função, passou para a Jumbo-Visma, deixando assim a Sunweb, e também deixou o papel de líder incontestável dentro de uma equipa World Tour. Chegou ao Tour com muitos pontos de interrogação e acabou a trabalhar de forma lógica para Primoz Roglic, sendo também excelente nesse papel. Foi à Vuelta onde abandonou bem cedo alegando cansaço extremo.

Esse cansaço seria mais psicológico do que físico, tanto que Tom Dumoulin anunciou há pouco que iria fazer uma pausa por tempo indeterminado na carreira e explicou a sua decisão nos meios de comunicação oficial da Jumbo-Visma. Isto algumas horas depois do seu programa de corridas para 2021 ser anunciado.



“Tenho sentido talvez há já 1 ano que é muito difícil para mim encontrar o meu caminho como ciclista. Com toda a pressão associada e as expectativas que os outros têm sobre mim. Quero que a equipa esteja feliz comigo, que os sponsors estejam bem comigo, que a minha esposa e a minha família estejam bem. Por causa disso tenho-me esquecido de mim um pouco. O que é que o “homem Tom Dumoulin” quer neste momento?”

“Andamos num corrupio entre estágios e corridas e não tenho tempo para responder a certas perguntas. O que quero? Ainda quero ser ciclistas? Se sim, como? Tenho estado cada vez mais infeliz por causa disso e é uma pena. Não devia ser assim e não vai sair nada de bom disto assim. É por isso que vou fazer uma pausa. Tomei a decisão ontem, a equipa apoia-me e sinto-me muito bem, realmente saiu-me um peso de cima dos ombros, acordei imediatamente mais cedo no dia seguinte.”



Tom Dumoulin está visivelmente mais feliz com esta decisão, tomada a bem da sua saúde mental e da sua felicidade. Diz que continua a gostar de ciclismo e que talvez daqui a 2 meses esteja de volta, apenas precisa de se afastar um pouco deste Mundo de corridas e estágios, da exigência constante e do sacrifício constante. De recordar que o holandês já tinha falado nestes assuntos anteriores, há cerca de 1 ano e que é sempre complicado um ciclista ter uma lesão grave e quando volta não conseguir actuar a um nível que já esteve, psicologicamente é um fardo muito pesado.

By admin