Primeiro dia do Criterium du Dauphiné, uma etapa em teoria para os sprinters mas que poderia ser armadilhada por algumas equipas, devido às dificuldades presentes no circuito final em Beauchastel. Pierre Rolland, Lauren Huys e Maxime Bouet formaram a fuga 100% francesa, um trio que se manteve na frente até aos 32 quilómetros para o fim, altura em que o pelotão já estava na derradeira ascensão do dia.
Jumbo-Visma e BikeExchange foram as equipas que mais trabalharam mas esta parte sinuosa viu o sprinter da equipa australiana, Dylan Groenewegen ficar para trás. A INEOS Grenadiers também se colocou ao trabalho, endureceu o ritmo, Mikkel Honoré chegou a atacar no entanto a movimentação do dinamarquês não teve sucesso. Apesar de estar a 1:15, o grupo de Groenewegen nunca desistiu, pois lá também vinham Juan Molano e Phil Bauhaus.
Quando a diferença baixou para os 30 segundos, o pelotão finalmente se organizou com a INEOS Grenadiers, Jumbo-Visma e Trek-Segafredo a voltarem a aumentar o ritmo, conseguindo ganhar o braço-de-ferro para o grupo dos puros sprinters. Depois de Honoré, a Quick-Step tentou surpreender a 1300 metros do final, com o campeão francês Remi Cavagna.
A INEOS Grenadiers viu a perigosidade do ataque e anulou Cavagna, com Filippo Ganna a acelerar para o quilómetro final. O italiano preparou o sprint, Michal Kwiatkowski fez o lançamento e Ethan Hayter arrancou a 300 metros do fim. O problema do britânico é que na sua roda vinha Wout van Aert que, com relativa facilidade, passou por si para conquistar o triunfo e arrebatar a primeira camisola amarela do Dauphiné. Sean Quinn completou o pódio da etapa.