Jornada mais complicada do Criterium du Dauphine até agora com uma chegada bem mais dura a esperar os ciclistas antes do contra-relógio decisivo de amanhã. A TotalEnergies empenhou-se bastante para manter a camisola amarela de Alexis Vuillermoz e controlou desde perto uma fuga de 4 elementos composta por Thomas Champion, Miguel Heidemann, Omer Goldstein e Jonas Gregaard.

A B&B Hotels teve uma estratégia original, como a fuga ainda estava perto tentou um ataque colectivo, com Pierre Rolland a ter a ajuda de Alexis Gougeard e Sebastian Schonberger para chegar à frente. O trio de corredores desta equipa chegou à frente, onde já não estava Goldstein, e foi a principal impulsionadora do ritmo, que deixou para trás Champion, Heidemann e Gougeard. Rolland, Schonberger e Gregaard obrigaram o pelotão a perseguir com afinco, a Jumbo-Visma queimou alguns cartuchos e a TotalEnergies ficou muito desfalcada.




O trio de resistentes entrou nos últimos 17 kms ainda com 1 minuto de vantagem e foi Gregaard o último a ser alcançado, já dentro dos 5 kms finais. Steven Kruijswijk teve de entrar muito cedo ao trabalho, era o último elemento designado para tal na equipa holandesa, o que levou a alguns ataques no pelotão já reduzido. Isso obrigou Jonas Vingegaard a entrar ao trabalho, certamente mais cedo do que o desejado, mas o dinamarquês fez um trabalho fenomenal a controlar os últimos quilómetros.

Vingegaard até recuou no grupo para trazer Wout van Aert novamente para a frente e lançar o sprint do camisola verde. Os metros finais foram muito mais equilibrados do que era de esperar, com Wout van Aert lado a lado com Victor Lafay. O belga chegou mesmo a festejar, mas foi surpreendido de rompante por David Gaudu, que levou o triunfo. Ruben Guerreiro mostrou-se atento na parte final e terminou às portas do pódio, no 4º lugar.

Alexis Vuillermoz perdeu praticamente 1 minuto e perdeu a camisola amarela para Wout van Aert, que agora tem 6 segundos de vantagem para David Gaudu.

 

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