A Gent-Wevelgem costuma proporcionar muito espectáculo e esta edição não desiludiu, com o vento a dar uma ajudinha. Recordar apenas que esta edição da proa belga não contou com a presença da Bora-Hansgrohe e da Trek-Segafredo devido a contactos com casos positivos de COVID-19.



O pelotão partiu logo no primeiro terço de prova devido ao vento lateral, muitos sprinters ficaram no 1º grupo (Bennett, Trentin, Matthews, van Aert, Nizzolo, Colbrelli) juntamente com alguns especialistas de clássicas como Stefan Kung. A BikeExchange era a equipa mais representada, com 4 unidades, e era das mais interessadas com o sucesso deste movimento.

No pelotão a organização não era nada fácil, apesar de várias equipas terem falhado este corte, o ritmo elevado provocava cortes e mais cortes. A própria Quick-Step passava pela frente porque Bennett estava sozinho na frente. Quando as subidas começaram os ataques começaram a voar e formou-se um 2º grupo bastante restrito, com cerca de 30 a 40 unidades, a 1 minuto da frente.



No Kemmelberg, a 55 kms da meta, o ritmo elevado da Jumbo-Visma deixou na frente apenas van Aert, van Hooydonck, Colbrelli, Matthews, van Poppel, Bennett, Nizzolo, Trentin e Kung. Este grupo foi-se entendendo, enquanto no grupo principal a Alpecin-Fenix era das equipas com mais ciclistas e trabalhava para reduzir a diferença, não obstante alguns ataques ocasionais.

Na última passagem pelo Kemmelberg tanto Trentin como van Aert tentaram, mas todos os sprinters sobreviveram. Sam Bennett ia em grandes dificuldades e chegou a vomitar a 30 kms do final, ficando para trás a 15 kms da meta (com Danny van Poppel), após um ataque da Jumbo-Visma. A situação da corrida estabilizou, 7 ciclistas na frente com Anthony Turgis a perseguir a cerca de 1 minuto e um grupo perseguidor pouco atrás do francês.



Nathan van Hooydonck foi decisivo no desfecho, controlou a parte final da corrida e neutralizou o ataque de Stefan Kung, lançando também o sprint dominador de Wout van Aert, um triunfo relativamente fácil, diante de Giacomo Nizzolo e de Matteo Trentin, com Sonny Colbrelli a ficar em 4º, um trio de italianos. O top 10 foi fechado por Dylan van Baarle, Anthony Turgis e Gianni Vermeesch.

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