Após a emoção que foi a prova de estrada de juniores masculinos, os sub-23 masculinos também realizaram a sua competição na madrugada de hoje. Debaixo de bastante chuva, ainda mais do que aquela que afetou os juniores, Fabio van den Bossche, Hannes Wilksch, Petr Kellemen, Mathis Le Berre, Fabian Weiss e Fran Miholjević formaram a fuga do dia, controlada no pelotão pelos Países Baixos, Alemanha e Grã-Bretanha.

As estradas molhadas foram provocando quedas, com Leo Hayter a ser um dos muito afetados ainda numa fase inicial, e a dureza do percurso foi dividindo a fuga com Le Berrea ser o resistente final, apanhado por Alec Segaert, Mathias Vacek e Yevgeniy Fedorov pouco antes do início da volta final e depois de diversos ataques no pelotão, com vários grupos a chegarem a estar perto de fazer a ponte para a fuga do dia.



Este quarteto aproveitou a pouca organização no pelotão para ganhar 20/30 segundos. No Mount Ousley Le Berre cedeu à dureza e no Mount Pleasant foi Segaert a ficar para trás, deixando Vacek e Fedorov isolados. O grupo perseguidor estava perto, a diferença chegou a ser de 50 metros no final de descida, mas a desorganização voltou a aparecer e o duo voltou a ter 15 segundos de vantagem nos derradeiros quilómetros. Com vários sprinters no grupo, ninguém queria sacrificar a sua oportunidade, mesmo com França e Noruega com mais que 1 ciclista.

Quem aproveitou foram Vacek e Fedorov, que começaram a sonhar, cada vez mais com o título. Fedorov foi obrigado a entrar na frente nos metros finais, Vacek estava na posição certa no entanto o cazaque tinha mais energia e, com um sprint final mais forte superou o jovem checo para conquistar o título mundial. Vacek chegou vazio de forças a 1 segundos e, na luta pelo bronze, Søren Wærenskjold foi o mais rápido, superando nomes como Madis Mihkels, Olav Kooij e Paul Penhoet, 3 bons sprinters.



10 anos depois, Fedorov voltou a dar um título mundial ao Cazaquistão, depois da conquista de Alexey Lutsenko em 2012 em Valkenburg. Depois de se ter sagrado campeão cazaque em 2021 e campeão asiático de contra-relógio este ano, o ciclista da Astana consegue mais um título importante. De realçar um top-10 já com muitos profissionais, onde apenas Matthew Dinham e Jenno Berckmoes não têm contrato com formações ProTeam ou acima.

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